Proprietários de bares e restaurantes reivindicaram a flexibilização de normas sanitárias estabelecidas pela Prefeitura. Os representantes do setor aproveitaram a presença hoje do secretário municipal de Saúde, Sétimo Bóscolo, no plenário da Câmara Municipal para solicitar a liberação para a abertura dos estabelecimentos aos fins de semana – hoje proibida nos próximos 15 dias.
Na sessão, os empresários solicitaram a revisão do decreto municipal para permitir que os bares e restaurantes possam funcionar de quinta-feira a domingo até meia-noite. A proposta prevê o fechamento somente de segunda a quarta-feira para não prejudicar ainda mais o setor, já impactado desde o ano passado com restrições de funcionamento.
O presidente do Sindicato dos Bares, Hotéis, Restaurantes e Similares, Fred Masson, chegou a manifestar que a Prefeitura implementou uma espécie de “lockdown velado” ao setor, enquanto outros segmentos continuam funcionando normalmente.
Além disso, Masson ainda defendeu que os protocolos sanitários estão sendo cumpridos pelos estabelecimentos, porém, com o fechamento imposto nos fins de semana, as pessoas vão se aglomerar em casas, ranchos e festas clandestinas que não obedecem às normas de higiene e distanciamento social. Ele argumentou que a situação deverá representar aumento nos casos de Covid-19 na cidade.
Já os representantes do setor de eventos fizeram apelo no plenário para que seja revista a suspensão de atividades. A solicitação é que a Prefeitura autorize a realização dos eventos que estavam previamente agendados para as próximas semanas, antes da publicação do decreto com novas restrições.
O secretário municipal de Saúde se comprometeu a levar as demandas dos empresários para análise da prefeita Elisa Araújo e também dos integrantes do comitê de enfrentamento ao coronavírus. No entanto, ele não adiantou se a existe a possibilidade dos pedidos serem acatados e nem deu prazo para o posicionamento do governo municipal sobre o assunto. Com o decreto em vigor, os bares e restaurantes podem funcionar somente de segunda a sexta, das 7h às 21h. Já os eventos sociais e corporativos, bem como as confraternizações familiares, estão totalmente proibidos no prazo de 15 dias.
Em caso de descumprimento, o decreto prevê penalidades como advertência, cassação do alvará, interdição por cinco dias e multa que varia de R$ 293,47 a R$ 5.869,40. A multa pode chegar a R$ 10.300,00 em caso de reincidência.