POLÍTICA

Dor de cabeça faz presidente desistir de lanche

Presidência da Câmara decidiu que por enquanto não vai mais comprar nenhum tipo de quitanda para servir

Renata Gomide
Publicado em 12/07/2013 às 01:13Atualizado em 17/12/2022 às 09:34
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Depois de fazer a terceira licitação visando à aquisição de lanche para servir nos dias das plenárias, a presidência da Câmara decidiu que por enquanto não vai mais comprar nenhum tipo de quitanda para servir nessas ocasiões. “Infelizmente”, lamentou o presidente da Casa, vereador Elmar Goulart (PSL), justificando que tomou essa medida porque o assunto já lhe rendeu “muita dor de cabeça”.   A primeira licitação foi cancelada depois da reação negativa da opinião pública à previsão de adquirir cerca de R$126 mil em 2013 com pães diversos, bolos, roscas, presunto, mussarela e salgados, entre outros itens. Um novo edital foi lançado visando à compra de 18 lanches individuais por reunião (144 kits a cada 30 dias e 1.728 ao ano), ao custo de R$20 mil por 12 meses.   A licitação restou deserta, ou seja, nenhuma empresa se interessou em fornecer os lanches para a Câmara, que lançou novo edital, com pregão marcado para o dia 2. Nessa data, a Casa registrou um interessado, mas o presidente Elmar optou por não dar sequência ao processo licitatório. Ele admite que a decisão não agradou a todos os vereadores. “Caiu como uma bomba”, disse, explicando que muitos colegas como ele não raro vêm para o plenário sem almoçar, e o lanche fazia as vezes de uma refeição. “Mas por enquanto está cancelado”, reforçou Elmar, ponderando que, apesar de ter encontrado uma alternativa mais em conta para o lanche, no momento este é o melhor caminho. O presidente não descarta retomar o assunto futuramente.

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