Ex-vereador Durval Chagas anunciou ontem sua desfiliação do Partido Progressista (PP). Ainda sem nova agremiação, ele admite que está sendo sondado para compor a equipe do prefeito Anderson Adauto (PMDB), mas nega que seja o motivo da saída. Segundo Durval, os documentos já foram entregues ao presidente do PP, Ricardo Saud, e hoje serão protocolados no cartório eleitoral da 326ª.
O ex-vereador defende ter um bom relacionamento com o líder do partido, porém afirma que algumas decisões políticas não o agradaram e deixaram sequelas, como, por exemplo, a aliança com o grupo da oposição. “Não tenho nada contra o Fahim. A forma como tudo foi definido, sem poder opinar, me deixou triste. Ele [Saud] decidiu por todo mundo”, conta, garantindo que está se desligando amigavelmente.
Durval confirma que está sendo sondado por outros partidos, mas reforça que este não é o motivo para a saída do PP. Segundo ele, por enquanto, há sondagem de aliados do prefeito, porém nenhuma proposta direta foi feita por Anderson e também nada está certo sobre o possível cargo na administração. O ex-vereador já adianta que não há qualquer embaraço para aceitar a ofertar. “Quero tocar minha vida sem ficar preso à decisão do partido”, argumenta.
Já o líder do PP, Ricardo Saud, afirma que essas mudanças fazem parte do jogo de poder: “Quem tem cargos a oferecer compra as pessoas. Uns querem fazer parte do processo político e melhorar a cidade. Outros buscam interesse próprio. Sinto muito pelo lugar onde ele [Durval] irá trabalhar: no depósito de remédios da Prefeitura”. Sem temer um enfraquecimento da legenda, Saud argumenta outras quatro pessoas também se desfiliaram por exigência da administração e ele compreende isso. No entanto, 70 novas filiações foram feitas essa semana. “Um está saindo, mas ficam quase 2.500 afiliados. É chato perder alguém que teve 900 votos na última eleição”, alfineta.