A eleição, realizada em reunião secreta na sala da presidência do Legislativo municipal, ontem pela manhã, provocou indignação do líder governista Cléber Cabeludo.
A eleição do Colégio de Líderes, realizada em reunião secreta na sala da presidência do Legislativo municipal, ontem pela manhã, provocou indignação do líder governista Cléber Cabeludo, que estava ausente quando ocorreu a votação. O grupo formado por cinco vereadores define a pauta das reuniões, indicando as prioridades de projetos. Cancelada três vezes pela demora por parte do prefeito em confirmar o nome do líder, a votação evidenciou que a Casa continua dividida.
Comentários dos bastidores davam por certa a influência do grupo dos sete, o G-7, que reconduziu à presidência da CMU o vereador Lourival dos Santos (PCdoB) na composição do colégio de líderes. Na eleição do presidente houve empate: 7x7. Hoje, o grupo opositor levou a pior porque o presidente não vota, configurando o perfil diferente do esperado. O vereador Lerin (PSB), representando a Mesa Diretora, foi eleito presidente do Colégio de Líderes, ao passo que Itamar Ribeiro (DEM), líder da oposição, ficou na vice-presidência. O tucano Carlos Godoy, representante do plenário, é o relator do grupo. Os peemedebistas Tony Carlos e Cléber Cabeludo são vogais.
Antes da sessão secreta, o líder governista pediu autorização do plenário para se ausentar a fim de participar de uma reunião. Ao retornar, constatou o término do processo, considerando que os demais parlamentares deveriam ter aguardado o seu retornou para finalizar a questão. “Conheço a Casa e quando um companheiro não está presente, sempre aguardamos o seu retorno para debater qualquer ideia”, disse o vereador, dirigindo-se à Mesa Diretora, questionando ainda a ética dos parlamentares em tal atitude.
Em resposta, o presidente Lourival dos Santos disse que poderia retirar o nome, sem qualquer constrangimento. O parlamentar optou pela permanência no Colégio de Líderes.