Vereadores da próxima legislatura apóiam o aumento das vagas na Câmara Municipal. Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a proposta está prevista para votação na próxima semana, mas ainda não está definido se a mudança teria impacto no resultado das eleições deste ano. Uberaba passaria de 14 para 21 representantes no Legislativo.
Para o pedetista Luiz Humberto Dutra, a ampliação significa melhor atendimento à comunidade. A favor das 21 cadeiras, ele também argumenta que existe uma disparidade na resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pois Uberaba mantém 14 vereadores, enquanto municípios menores como Água Comprida têm direito a nove. Sobre a possibilidade de a mudança refletir no resultado da eleição, Dutra afirma que tudo é possível e lembra que a redução das cadeiras em 2004 também mudou as regras do jogo na última hora. Porém, afirma que qualquer especulação é temerária, principalmente porque a diplomação dos eleitos está marcada para a próxima quarta-feira (17).
Já de acordo com o ex-vereador Lerin (PSB), não haveria problema em ampliar o número de parlamentares na Câmara em 2009, apesar das alterações previstas no coeficiente eleitoral. “É uma questão de entendimento da Justiça Eleitoral”, afirma. Defensor do aumento, Lerin salienta que não haverá acréscimo no duodécimo repassado ao Legislativo e também afirma ser favorável à proposta paralela que diminui a receita da Câmara Municipal. “Não tem problema se tiver corte no salário do vereador e na cota de assessores”, declara.
O democrata Itamar Ribeiro de Rezende, por outro lado, define como irresponsável a iniciativa dos senadores agora. “Quero mais gente na Câmara, mas isso deveria ter sido feito antes das eleições de outubro. Estarão cometendo outro grande erro”, reforça. De acordo com Itamar, seria incoerente cortar o duodécimo e abrir mais vagas no plenário. Ele explica que na época da redução das cadeiras em 2004, não houve queda do duodécimo e os gastos permaneceram iguais apesar do número menor de vereadores. Conforme o democrata, a receita atual estaria proporcional aos 21 parlamentares. “Seria necessário alguns ajustes, mas tem gordura para tirar”, conclui.