
Prefeita Elisa diz que está aberta ao diálogo com vereadores e, se tiverem “alguma alternativa milagrosa”, ela está pronta para discutir (Foto/Jairo Chagas)
Subsídio financeiro para evitar aumento nas contas de água foi descartado pela prefeita Elisa Araújo (Solidariedade). A proposta foi apresentada na Câmara Municipal, em meio a protestos na semana passada por causa do anúncio de reajuste nas tarifas de água e esgoto a partir de junho.
De acordo com a chefe do Executivo, a possibilidade de conceder um subsídio para a Codau e congelar as tarifas já foi analisada tecnicamente pelo governo municipal, mas não tem viabilidade. “Não tem condições [de fazer isso]. Não só do ponto de vista financeiro, mas também legal”, acrescentou.
Outra proposta citada pelo Legislativo foi o escalonamento do reajuste para que o aumento não seja aplicado de uma vez em junho. A prefeita posicionou que o governo está aberto ao diálogo com os vereadores e estudará as alternativas.
No entanto, Elisa ressaltou que é preciso verificar se há viabilidade real. “Se tiver alguma ideia milagrosa que consiga resolver, estamos aceitando sim e estamos abertos. Vamos nos reunir novamente com os vereadores para esclarecer dúvidas sobre o reajuste e tentar encontrar melhor caminho, mas um que seja real e factível”, salientou.
Apesar de declarar que preferia não aumentar a tarifa, a prefeita argumentou que a alta no preço dos insumos para tratamento da água deixou a Codau sem opções e a medida é necessária para o equilíbrio financeiro da companhia. “Infelizmente, temos que repassar o aumento dos insumos”, manifestou.
Em meio à polêmica sobre o reajuste, a Câmara Municipal pretende convocar o presidente da Codau, José Waldir de Sousa Filho, para explicar os critérios utilizados para o incremento nos valores cobrados. O reajuste da tarifa de água será de 14% e a alíquota da taxa de esgoto subirá de 70% para 95%. Considerando o valor final, os parlamentares questionam que o aumento real para o consumidor será em torno de 30%.