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Em Brasília, sindicatos cobram ações para crise dos fertilizantes

Marconi Lima
Publicado em 15/07/2026 às 20:47
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Representantes de sindicatos de trabalhadores da indústria de fertilizantes de Minas Gerais e Goiás estiveram em Brasília para discutirem com o governo federal medidas de enfrentamento à crise do setor, que tem gerado incertezas sobre a manutenção de empregos após o anúncio da redução das operações da Mosaic em unidades de Minas e Goiás.

Sob a liderança do ex-prefeito de Uberaba e ex-ministro Anderson Adauto, a comitiva reuniu-se com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), órgãos que integram o grupo de trabalho criado pelo governo federal para discutir alternativas para o setor.

Participaram representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos, Indústrias Químicas e de Fertilizantes de Araxá e Região (Sima), do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar), do Metabase de Catalão (GO) e do Metabase de Patos de Minas.

Segundo Anderson Adauto, as reuniões integram os trabalhos da “sala de crise” criada pelo governo federal. Novos encontros estão previstos para a próxima semana nos ministérios do Trabalho e Emprego, da Fazenda e na Casa Civil, com expectativa de participação da Mosaic.

Os sindicatos defendem medidas emergenciais para preservar os empregos e políticas permanentes que fortaleçam a produção nacional de fertilizantes e reduzam a dependência das importações. A mobilização também busca garantir a participação dos trabalhadores nas negociações.

A articulação ocorre após a entrega de uma nota técnica ao governo federal alertando para os impactos da concorrência internacional, do aumento das importações e dos custos de produção sobre a indústria brasileira de fertilizantes. A preocupação aumentou depois que a Mosaic anunciou a reestruturação temporária de parte das operações, incluindo a hibernação gradual da unidade de Uberaba, prevista para começar em setembro devido às dificuldades no abastecimento mundial de enxofre.

O grupo pretende sensibilizar o governo federal para a adoção de medidas que garantam a competitividade da indústria nacional e reduzam os impactos da crise sobre trabalhadores e empresas.

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