Governador Fernando Pimentel sinalizou a possibilidade de pagar de uma só vez os vencimentos do funcionalismo estadual
Atualizada às 10h43
Governador Fernando Pimentel (PT) sinalizou a possibilidade de acabar com o escalonamento dos salários do funcionalismo estadual já a partir de abril deste ano. Já são dois anos em que os 600 mil funcionários do estado de Minas Gerais recebem seus salários em até três parcelas, a depender do valor. A prática foi anunciada em janeiro de 2016 e, a princípio, duraria apenas até maio daquele ano, mas durou mais do que o previsto. Esta é a primeira vez que o governo do Estado apresenta possível prazo para o fim da medida.
Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (15) sobre balanço da segurança no carnaval, o governador evidenciou que pode estar próximo à luz no fim do túnel. “Temos um horizonte seguro de melhoria financeira a partir de abril. Não quero antecipar porque está em andamento”, afirmou. Questionado sobre a regularização dos pagamentos, ele se restringiu a dizer que é “para isso que estão trabalhando”.
Fevereiro. Pagamento da primeira parcela acontece nesta sexta-feira (16), referente aos servidores com salário entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil. Eles correspondem a 75% do funcionalismo estadual. Aqueles com salário inferior, ou seja, até R$ 1.500, receberam em parcela única no dia 9. A escala divulgada pelo governo do Estado vai até o último dia do mês (28); na próxima segunda-feira (19), os servidores recebem a segunda parcela do 13º salário. A segunda parcela dos salários do mês está previstas para o dia 23.
Tio Sam. Governador retornou recentemente de visita a Washington, nos Estados Unidos, onde prospectou possíveis linhas de financiamento para regularizar o fluxo de caixa do Estado. A visita ocorreu ao Banco Mundial e também ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); governador pleiteou investimento de R$ 1 bilhão em infraestrutura e saneamento pela Copasa (norte de Minas), por meio do BID Invest. Pimentel discutiu, ainda, a criação de um grupo para estruturar projetos nas áreas de segurança pública e educação.
Reeleição. Como 2018 é ano eleitoral, Fernando Pimentel disputa a reeleição e corre contra o tempo para melhorar a situação financeira do Estado. Vale lembrar que, além do escalonamento salarial, o governador também dividiu o pagamento do 13º salário, gerando revolta no funcionalismo estadual. Inclusive, prefeitos mineiros protestaram contra os atrasos nos repasses de impostos e verbas no início do mês na Cidade Administrativa.