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Em uma semana de campanha de imunização, 20 casos já foram denunciados em Minas Gerais de pessoas que furaram a fila
Estado disponibiliza canal para receber denúncias de “fura-filas” na vacinação prioritária contra Covid-19 em Minas. Em apenas uma semana da campanha de imunização, já foram recebidas 20 reclamações de pessoas em MG que tomaram o lugar de profissionais na linha de frente de combate ao coronavírus para receber a vacina. Não foi divulgado se alguma denúncia é referente a Uberaba ou demais cidades do Triângulo Sul.
Na semana passada, o caso de uma médica que não trabalha no combate diário da doença e teria sido vacinada em Uberaba foi denunciado no Jornal da Manhã, após postagem nas redes sociais. Além disso, houve informação de que estaria ocorrendo a vacinação de alguns profissionais que estavam afastados das funções há meses. A reportagem não conseguiu confirmar junto ao Estado se as reclamações locais já foram oficializadas no canal do Governo de Minas.
Em nota, a assessoria de imprensa do Governo de Minas posicionou que a informação era sigilosa e não respondeu se já recebeu denúncias de Uberaba ou outros municípios da região. “A Legislação que rege a matéria restringe a divulgação, em respeito à intimidade, vida privada, honra e imagem das pessoas, bem como às liberdades e garantias individuais. As reclamações envolvem as instituições da rede particular filantrópica e Secretarias Municipais de Saúde”, continua o texto.
Os eventuais descumprimentos à ordem prioritária de vacinação são recebidos pela Ouvidoria do Estado. As denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone através do aplicativo MG App ou mesmo pelo WhatsApp (31) 99802.9713. Outro canal disponível para reclamações é o Disque 162.
Conforme o Governo de Minas, todas as demandas passam por uma avaliação e, somente depois, são encaminhadas aos órgãos competentes para as providências cabíveis. Até o momento, apenas investigações preliminares foram instauradas.
Os casos podem ser levados para comissões de ética e ao Ministério Público, responsável em analisar se houve improbidade administrativa ou crimes, como infração de medida sanitária, peculato e apropriação. Por enquanto, não há punições no território mineiro.