A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) divulgou na noite de sexta-feira (12) a lista com os 828 servidores vacinados na Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais. O nome do governador Romeu Zema (Novo) não está na lista. O escândalo do “fura-fila” na saúde mineira culminou na demissão do então secretário Carlos Eduardo Amaral e do adjunto, Marcelo Cabral.
Amaral se defendeu, em coletiva de imprensa na quinta-feira, que os servidores atuavam na linha de frente do combate. "Não vejo nenhum ilícito e nenhuma imoralidade na vacinação das secretarias estadual e municipais de saúde", disse. Contudo, o grupo prioritário estabelecido pelo Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunização é formado por idosos, indígenas e trabalhadores que atuam na linha de frente.
No caso da SES-MG, foram vacinados servidores administrativos, o que, por si só, não pode ser interpretado como vacinação irregular. Isso só será possível após a análise de cada um dos casos. Muitos dos que estão na lista de fato deveriam tomar a vacina, por protocolo, em razão das atividades que exercem. Essa investigação será feita pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e pela Assembleia Legislativa.
O documento elenca 18 servidores da assessoria de comunicação entre os vacinados, além de integrantes do gabinete da Secretaria de Saúde, das subsecretarias, da Assessoria Estratégica, e da Coordenação de Assistência Farmacêutica, que atuam junto ao programa Farmácia de Minas, entre outros setores.
"Essa relação será o ponto de partida dos trabalhos da CPI cujo pedido de constituição foi deferido em Plenário nesta quinta-feira (11). Essa comissão deverá investigar a operacionalização da Campanha Nacional de Vacinação contra Covid-19, em especial o desvio de recursos referentes à vacinação irregular de grupos não prioritários definidos pelo Ministério da Saúde", afirma a ALMG por meio de nota.
*Informações do jornal O Tempo