Preterido pela direção estadual do MDB para a disputa ao Senado, o ex-prefeito Paulo Piau posicionou que acatará a decisão do partido e não pretende brigar para emplacar uma candidatura isolada a senador. O emedebista também descartou concorrer a qualquer outro cargo nas eleições de outubro.
Piau manifestou que o projeto de candidatura estava mantido e não houve uma escolha própria por retirar o nome, mas sim um posicionamento da direção do MDB. “Foi decisão do partido e o partido é soberano. Sou só um indivíduo dentro do contexto e acato a deliberação”, justificou.
Questionado, o ex-prefeito posicionou que a proposta de lançamento de uma candidatura individual a senador foi defendida não só por Wellington Salgado como também pelo restante da plateia na convenção. Piau disse estar à disposição para o projeto, mas nega intenção de entrar em conflito com a direção estadual do MDB para tentar viabilizar o nome de forma independente. “Não foi interesse do partido [me lançar candidato] e está tudo certo. Não existe briga nenhuma. Se está errando ou acertando, a gente vai ver isso lá na frente”, disse, acrescentando que acredita ser difícil reverter o posicionamento anunciado ontem na convenção.
De acordo com o ex-prefeito, caminhar em apoio à reeleição do governador Romeu Zema era a melhor opção entre as alternativas existentes, mas a liderança partidária precisará esclarecer aos filiados como o acordo firmado beneficia o fortalecimento do MDB, já que a sigla não terá participação na chapa como vice e nem senador. “Isso pode estar apequenando o partido. Essa foi uma reclamação generalizada na convenção. A direção precisa dar uma explicação aos membros do MDB sobre isso”, declarou.
Com o nome preterido na disputa ao Senado, Piau descartou a possibilidade de concorrer novamente a deputado no pleito deste ano. Com isso, ele deverá ficar fora das eleições de outubro. “Não serei candidato”, assegurou.
O ex-prefeito também afirmou que não deverá deixar o MDB por causa da negativa para candidatura a senador. “Sou um homem de grupo. Sempre fui de partido. As decisões que tomei de deixar uma sigla no passado foram graves e consistentes. Não é porque não consegui uma candidatura ao Senado que vou ficar emburrado e aborrecido com o partido. De forma nenhuma. Permaneço no partido”, prometeu.