POLÍTICA

Extensão do "auxílio emergencial" poderá começar a ser paga em março, afirma Bolsonaro

Eduardo Marins
Publicado em 11/02/2021 às 17:20Atualizado em 19/12/2022 às 04:51
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Em uma cerimônia de entrega de títulos de propriedade rural no Centro de Lançamento de Alcântara, nesta quinta-feira (11), o  presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que a extensão do auxílio emergencial deverá ser paga a partir do próximo mês, o benefício poderá ter até quatro parcelas. “Eterno é aposentadoria, o BPC, tá? E é uma questão emergencial, porque custa caro para o Brasil. É um endividamento enorme para o Brasil. Tá quase certo, né. Ainda não sabemos o valor com toda certeza, a partir de... com toda certeza, pode não ser, né, a partir de março, 3, 4 meses. É o que está sendo acertado, com o Executivo e com o Parlamento também, porque temos que ter responsabilidade fiscal", comentou.

Bolsonaro comentou que quem não está doente precisa ir para a rua trabalhar. “Não basta apenas conceder mais um período de auxílio emergencial. O comércio tem que voltar a funcionar. Tem que acabar com essa história de fechar tudo. Devemos cuidar dos mais idosos e quem tem comorbidades. O resto, tem que trabalhar. Caso contrário, se nos endividarmos muito, o Brasil pode perder crédito, e daí a inflação vem, a dívida já está em R$3 trilhões, daí vem o caos e ninguém quer isso daí " afirmou.

A nova rodada do auxílio emergencial também está sendo discutida na Câmara dos Deputados, o presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL) cobrou do Ministro da Economia, Paulo Guedes. O parlamentar chegou a reclamar a postura do Ministério em não mandar nenhuma proposta ao Congresso e reforçou que é “urgente” o assunto. O Ministro Guedes, por outro lado, sinalizou a possibilidade de pagar mais três parcelas de R$200, porém, ele pede em contrapartida do Congresso, a aprovação de medidas para o ajuste fiscal. 

A professora e economista Núbia Ferreira comenta que neste período em que o auxílio parou de ser pago, houve reflexos para a economia não só local, mas de todo país, e em vários setores, como o dos supermercados por exemplo, que registraram queda nas vendas. 

Com a volta do pagamento das parcelas do benefício, ela acredita que a retomada de alguns setores deve ocorrer, “o aquecimento vai acontecer no comércio num primeiro momento, como a venda de alimentos, tem os itens necessários de farmácia e higiene, mas também outros setores, sem contar a quitação de contas”, comenta. 

A nova extensão do auxílio se faz necessária, diz a economista, “muitas pessoas ainda não vão receber as doses da vacina para voltar a trabalhar e sem contar que muitas estão desempregadas”, afirma. 

Para Ferreira, o Governo Federal poderia voltar a decretar o Estado de Calamidade Pública para o país, “se o decreto voltasse, seria um ganho muito grande no cenário político, principalmente para conseguir verbas em caráter emergencial”, conclui.

A assessoria de imprensa da Caixa Econômica Federal, regional Triângulo, informou que não tem números em relação ao quanto do auxílio foi repassado para Uberaba e nem o número de pessoas beneficiadas. Mas encaminhou uma nota dizendo que em todo o país foram realizados R$294 bilhões em pagamentos do Auxílio Emergencial, o que atingiu 68 milhões de pessoas. 

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