Secretário de Saúde, Fahim Sawan, não compareceu à Câmara para falar sobre programa
Por conta de uma agenda em Uberlândia, onde foi tratar de assuntos relacionados ao Hospital Regional, o secretário de Saúde, Fahim Sawan (PMDB), não compareceu à Câmara para falar sobre o Programa de Prevenção à Dengue e a necessidade de software apropriado para gerenciar a pasta. O titular da SMS ocuparia a Tribuna Livre da Casa a convite da Comissão de Saúde e Saneamento, mas ontem pela manhã encaminhou e-mail aos vereadores informando sobre o compromisso já agendado, que o impediria de estar no plenário. Fahim se colocou à disposição para ocupar a tribuna em outra data. Suplente da comissão, a vereadora Denise da Supra (PR) disse que espera o secretário para que ele fale sobre a apuração em tempo real, da infestação do mosquito Aedes aegypti. Anteontem, a secretaria divulgou que 28 bairros de Uberaba estão em estado crítico em se tratando da presença do inseto, onde os índices superam 1,0%; outros 14 apresentam percentual de 0,6% até 1,0%, ou seja, encontram-se em estado de alerta. A ausência do secretário não impediu o presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, vereador Marcelo Borjão (DEM), de criticar o programa Mais Médicos, ao qual o município aderiu. “Não podemos aceitar”, disse ele, um dia depois do prefeito Paulo Piau (PMDB) ter recepcionado 17 profissionais cubanos que irão atuar nas unidades básicas de saúde do município. Uberaba aderiu ao programa em 2013 e solicitou 22 profissionais, mas até o início deste ano o governo federal havia enviado apenas quatro médicos brasileiros para a cidade. Para Borjão, o programa é uma “uma vergonha”, porque o Brasil paga R$12 mil para cada médico, mas eles recebem apenas R$2 mil, enquanto o restante vai para financiar Cuba. O vereador Afrânio Lara Resende (Pros) tachou o Mais Médicos como um absurdo, quase “trabalho escravo”. Ele também propôs a oxigenação no comando da Nação. Conforme sua assessoria de imprensa, a PMU não quis se manifestar sobre as declarações dos vereadores.