Vereadores não-reeleitos ficaram insatisfeitos com ordem para colocar cerca de 40 assessores de gabinete de férias este mês...
Vereadores não-reeleitos ficaram insatisfeitos com ordem da Mesa Diretora para colocar cerca de 40 assessores de gabinete de férias este mês. Gerando polêmica nos bastidores da Câmara, a medida foi tomada para economizar no acerto de contas dos funcionários e garantir o fechamento do exercício financeiro em dezembro. No entanto, alguns parlamentares podem ficar com a equipe totalmente desfalcada. Questionado sobre o assunto, o presidente Lourival dos Santos informa que a medida foi acordada previamente com os vereadores e seria uma forma de evitar novos cortes no quadro de pessoal. “É um direito do empregador dar férias para os funcionários que já têm 12 meses de casa. Não estamos fazendo nada ilegal”, declara, lembrando ainda que a Câmara não precisará pagar férias vencidas na rescisão contratual. Segundo Lourival, apenas os gabinetes dos vereadores reeleitos não serão afetados, pois os assessores terão contrato renovado e podem marcar férias no próximo ano. Sobre os casos da vereadora Marilda Ribeiro Resende (PT), Massuó Machiyama (PP) e Valdir Elias Barbosa (PSC), que ficariam com o gabinete totalmente vazio por causa da ordem, o presidente justifica que houve um erro do Departamento de Recursos Humanos e a questão já está sendo revista. “Eles têm mandato até 31 de dezembro. Somente parte da equipe será colocada de férias. Vamos discutir com cada um para manter o mínimo possível”, adianta. De acordo com Valdir Barbosa, o gabinete não pode fechar agora porque ele não foi reeleito. Ele considera a situação injusta para os funcionários e afirma que ainda irá conversar com o presidente sobre o assunto. Também atingido pela medida, Waldir Vilela Teodoro conta que a equipe de gabinete caiu pela metade. Apenas cinco continuarão o atendimento até o fim do ano. “É um direito da empresa, mas foi muito ruim para os funcionários. Eles estão desempregados e o dinheiro das férias seria uma reserva até encontrar outro trabalho”, lamenta.