Fundação Getulio Vargas ganha mais tempo para concluir projeto de viabilidade da implantação da planta de amônia em Uberaba
Fundação Getulio Vargas (FGV) ganha mais tempo para concluir projeto de viabilidade da implantação da planta de amônia em Uberaba. O prazo se encerraria em setembro, mas foi estendido até 21 de novembro. O aditivo está publicado na última edição do Porta-Voz.
A Prefeitura contratou a FGV em maio para realizar os estudos. O contrato prevê o pagamento de R$350 mil pela prestação do serviço. Não houve incremento no montante que será pago à Fundação.
A contratação da FGV foi feita por meio de dispensa de licitação. Para justificar o processo, a Prefeitura manifestou que a fundação é instituição brasileira sem fins lucrativos e focada na pesquisa, no ensino e no desenvolvimento institucional, com reconhecida reputação ético-profissional.
Além disso, a administração municipal alegou os trabalhos anteriores bem-sucedidos da FGV em relação a assuntos estratégicos voltados para o desenvolvimento nacional e apresentou atestados de capacidade técnica da fundação para realizar o serviço.
O município ainda posicionou que o valor proposto pela fundação para elaborar o estudo de viabilidade está dentro da realidade de mercado, pois levantamento de preços foi feito com outras instituições.
No início do ano, Prefeitura e Codemig desistiram das articulações para evitar o leilão de equipamentos da planta de amônia em Uberaba. Após diversas reuniões e visitas ao canteiro de obras da fábrica, o grupo de trabalho posicionou que os materiais disponíveis na cidade não representavam contribuição significativa para retomada da obra.
Ainda assim, os representantes do governo municipal e do Estado declaram que os trabalhos continuam em andamento para atrair investidores privados para a construção de uma planta de amônia em Uberaba. A estruturação do projeto de viabilidade técnica e econômica foi anunciada como uma das ações nesse sentido.