Terminou nesta quarta-feira (5) o prazo para a realização das convenções partidárias, etapa em que os partidos definem oficialmente candidatos e alianças para as eleições de 2026. Em Minas Gerais, porém, algumas das principais disputas ainda seguem com indefinições, principalmente na escolha dos candidatos a vice-governador.
Até o momento, cinco chapas já confirmaram os nomes que disputarão o Governo de Minas com candidato a governador e vice definidos.
A Unidade Popular (UP) foi a primeira legenda a concluir a formação da chapa, com Indira Xavier como candidata ao governo e Renato Amaral como vice. A sigla também confirmou Fidélis Alcântara e Ana Luíza, do MLB, para a disputa ao Senado.
O MDB confirmou o ex-vereador de Belo Horizonte Gabriel Azevedo como candidato ao Palácio Tiradentes e anunciou Maria Helena de Quadros Lopes, vereadora de Montes Claros, como vice.
O Partido Comunista Brasileiro (PCB) oficializou o professor Túlio Lopes como candidato ao governo e Warlen Nunes como vice. Já o PSTU lançou Rafael Duda para governador e Diana de Cássia como vice.
O partido Missão, que participa pela primeira vez das eleições, confirmou o comunicador Ben Mendes como candidato ao governo, com Cabo David Souza como vice.
Principais alianças ainda sem definição
O governador Mateus Simões (PSD), candidato à reeleição, ainda não definiu seu vice. O Partido Novo, do ex-governador Romeu Zema, sugeriu os nomes da vereadora de Belo Horizonte Fernanda Altoé e do ex-deputado federal Tiago Mitraud, mas a decisão ainda depende de acordo entre os grupos.
O deputado federal Patrus Ananias (PT), nome apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Minas, também segue sem vice definido. A chapa já tem Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, como candidata ao Senado.
Alexandre Kalil (PDT) também ainda não anunciou quem ocupará a vaga de vice. O partido busca alianças com outras legendas, incluindo o PSDB, presidido pelo ex-governador Aécio Neves.
No PL, a definição depende do futuro político do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que avalia se disputará o Governo de Minas. Caso ele não entre na corrida, o partido considera lançar uma candidatura própria.
Apesar do fim das convenções, os partidos têm até 15 de agosto para registrar oficialmente as candidaturas para as eleições de 2026.