
(Foto: PL-ES/Divulgação)
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), intensificou as críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, durante um evento do PL realizado neste sábado (18), em Vitória (ES). O pronunciamento ocorreu após a decisão que suspendeu, por 30 dias, as visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar.
Ao discursar ao lado do ex-prefeito de Vitória e pré-candidato ao governo do Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos), Flávio afirmou que Moraes age de forma autoritária e o comparou ao demônio. Segundo o senador, o ministro seria uma pessoa "sem alma" e estaria desrespeitando a Constituição e as leis do país.
Durante a fala, Flávio também voltou a chamar Moraes de "tirano" e disse que não pretende se submeter às decisões do magistrado. Ele afirmou acreditar que a situação poderá mudar com o cumprimento da Constituição ou por meio de um "milagre".
O discurso foi marcado por diversas referências religiosas. O parlamentar citou trechos da Bíblia, mencionando passagens dos livros de Salmos, Josué e Romanos. Em tom descontraído, afirmou que ainda está "engatinhando" no conhecimento das Escrituras.
Ao citar o livro de Romanos, Flávio disse que não busca vingança contra Alexandre de Moraes, mas afirmou rezar para que Deus "resgate" o ministro. Apesar disso, defendeu a eleição de senadores favoráveis à abertura de um processo de impeachment contra o magistrado.
O senador também questionou a ausência de investigações envolvendo um contrato entre o escritório de advocacia da esposa de Moraes, Viviane Barci de Moraes, e o Banco Master, afirmando que há tratamento desigual nas apurações conduzidas no país.
A decisão do STF que motivou as críticas foi tomada após Flávio divulgar, em suas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro. Segundo Alexandre de Moraes, a publicação descumpriu as medidas cautelares impostas ao ex-presidente. Além da suspensão geral das visitas por 30 dias, o ministro manteve a proibição de encontros entre pai e filho pelo prazo de 90 dias.