
Profissionais das forças de segurança de Minas Gerais realizaram manifestação na última segunda-feira, quando decidiram deflagrar movimento de greve (Foto/Reprodução)
Representantes das forças de segurança de Minas Gerais, que deflagraram movimento de greve no início desta semana, cobram respostas do governo estadual quanto à recomposição das perdas salariais causadas pela inflação. Lideranças da categoria aguardam posicionamento objetivo do governador Romeu Zema (Novo) até amanhã (25). Há sinalizações de que a categoria poderá endurecer o movimento.
Após a deflagração do movimento na segunda-feira (21), Zema ainda não sinalizou qual será a proposta do governo. As lideranças da Segurança Pública afirmam que o Palácio Tiradentes ainda não marcou nenhuma reunião ou tomou alguma medida para atender às reivindicações da categoria.
“Nós vamos aguardar uma medida concreta por parte do governo até sexta-feira, dia 25. E se não houver uma solução efetiva? Já estamos traçando estratégias, que a gente não vai falar agora, mais eficientes, mais incisivas, para a gente poder cobrar a recomposição das perdas inflacionárias”, pressionou o deputado estadual Sargento Rodrigues (PTB), em uma transmissão nas redes sociais na tarde de ontem.
A diretora de comunicação da Confederação Brasileira de Policiais Civis (Cobrapol), Aline Risi, adotou postura semelhante. “Os servidores da segurança continuam pressionando e mobilizados. Se não houver uma decisão efetiva até sexta-feira, a situação vai piorar”, disse, referindo-se à greve. Ela também é presidente da Associação dos Escrivães da Polícia Civil (Aespol - MG).
Na terça-feira (22), entidades classistas e deputados ligados à causa da segurança, entre eles o Delegado Heli Grilo, fizeram uma conferência para conversarem sobre a paralisação. Zema, por sua vez, foi ao Twitter garantir que estuda formas de recompor o salário pago às tropas.
“Mesmo diante das dificuldades nas contas do Governo do Estado, estamos avaliando condições para efetuar a recomposição salarial dos servidores públicos de Minas. Tenho o compromisso de encontrar soluções, que em breve serão anunciadas”, escreveu.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, reuniu-se com Zema e outros integrantes do governo na terça-feira (22) para debater o impasse. As chefias da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar também marcaram presença.
Ao fim do encontro, Greco garantiu que está em elaboração o que chamou de “agendas prioritárias”, para a resolução do embate, mas, assim como Zema, não detalhou o planejamento.
A principal pauta das categorias é que Zema pague a recomposição salarial de 24%, índice relativo às duas parcelas finais de um reajuste acordado entre o governo e a segurança pública em 2019. O governador, no entanto, mudou de ideia posteriormente e vetou. Ele concedeu apenas a primeira parcela do acordo, de 13%.