Um grupo de mais de 70 servidores do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento foi ontem à Câmara solicitar apoio dos vereadores para as reivindicações da categoria
Um grupo de mais de 70 servidores do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) foi ontem à Câmara solicitar apoio dos vereadores para as reivindicações da categoria. Em um discurso emocionado, no qual por várias vezes pediu desculpas à população, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae), Jasminor Francisco Costa, disse que o prefeito Anderson Adauto (PMDB) e o presidente da autarquia, José Luiz Alves, os estão empurrando para a greve.
Jasminor – que foi muito aplaudido por seus colegas – disse que desde o primeiro mandato de AA que o trabalhador do Codau não tem respeito, embora ele esteja no poder com a ajuda de todos. “O servidor está cansado de levar pancada”, acrescentou o dirigente sindical, que desafiou o prefeito a trocar seu salário com o dele por um dia para ver se consegue sobreviver. Além disso, ele citou que a própria autarquia não recebe investimentos, parou no tempo, e corre o risco de acabar.
O presidente do Sindae também fez uma alusão aos problemas recentes nos Centros de Reservação 6 e 10, assegurando que antigamente havia uma bomba funcionando e outra de reserva, ao passo que hoje a população sofre com a falta de água. Ele também não escondeu a insatisfação com a declaração do prefeito de que a categoria queria um dia de folga [anteontem] quando o Sindicato negociava a pauta de reivindicações que inclui 20% de aumento salarial e 9% de vale-alimentação.
O dirigente sindical, que disse não dever nada a ninguém, portanto aproveitaria a Tribuna da Livre Câmara, tachou de inaceitável a contraproposta da PMU e ainda acusou a administração de favorecer seus indicados no Codau. Ele também não poupou a Casa, citando que “tem parente de vereador” que só bate ponto e não trabalha. Para ele, AA é bom para a cidade, mas péssimo para o servidor, que está “magoado, machucado”. Ao encerrar, Jasminor citou o exemplo do Iraque, que derrubou Saddam Hussein.