POLÍTICA

G-9 manifesta apoio às forças de segurança

Através de um manifesto público, o Grupo dos Nove conclama a população de Uberaba a apoiar as ações das forças

Renata Gomide
Publicado em 10/04/2014 às 22:51Atualizado em 19/12/2022 às 08:15
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Através de um manifesto público, o Grupo dos Nove conclama a população de Uberaba a apoiar as ações das forças de segurança (polícias Militar, Civil e Federal) no combate ao crime em Uberaba. Para o G-9, o restabelecimento da ordem pública depende do trabalho das polícias, mas a colaboração da comunidade é necessária “nesse momento de extrema violência”.   “Sempre fomos uma cidade ordeira. A população não pode ficar ao lado do crime organizado”, defende o presidente do G-9, Romeu Borges Júnior, que também preside o Sindicato Rural de Uberaba, uma das nove entidades que integram o Grupo – além do SRU, a Fiemg, Cigra, CDL, Aciu, Sinduscon/Vale, 14ª Subseção da OAB e IEA-TM.    A reação do G-9 ocorreu menos de 24 horas após a morte de Diego Silva Amaral, durante troca de tiros com policiais militares. O jovem de 19 anos é suspeito de participar de furto, e após o óbito houve uma série de protestos em Uberaba contra a PM. Ontem, a cidade foi tomada por uma onda de boatos dando conta de arrastões e vários assassinatos.   Para Romeu, a cidade vive um momento de insegurança, “de quase uma guerra civil”, e tem que dar força para a polícia, apoiar quem é treinado para defender a sociedade. Ele pondera, contudo, que o G-9 não quer mortes ou conflito armado, mas não pode permitir que o crime organizado “tome conta da cidade”. O dirigente classista ainda acrescenta que nesse momento de tensão as forças policiais têm que agir com rigor, mas dentro da legalidade e respeito ao cidadão.   Segundo Romeu, o G-9 também defende ações pontuais, como mais estruturação à PM e também aumento do efetivo. Conforme observa, falta investimento na base ao ponto de qualquer um conseguir captar a frequência dos rádios de comunicação da corporação. “Temos, como sociedade, que dar força para a polícia e cobrar mais policiais, mais aparato e equipamentos mais modernos”, reforça o dirigente classista, que também é favorável à presença dos militares nas ruas, junto à comunidade. Paralelamente a essas medidas, ele diz que é preciso investir em educação, na formação do cidadão, e em saúde.

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