Considerando que os vereadores se reúnem oito vezes no mês, serão 144 kits que irão variar de conteúdo do cardápio a cada dia
A reação contrária da opinião pública à licitação da Câmara que previa gastos de até R$126 mil ao ano com o lanche servido para vereadores e convidados, aliada à necessidade de cortar gastos, tem balizado o edital que a Casa prepara para comprar produtos de padaria. Segundo o Jornal da Manhã apurou, a intenção é adquirir 18 kits para serem distribuídos a cada sessão plenária. Considerando que os vereadores se reúnem oito vezes no mês, serão 144 kits que irão variar de conteúdo a cada dia. “Fomos muito cobrados e criticados e encontramos uma solução [de consenso]”, disse o presidente da Câmara, Elmar Goulart (PSL), que completa: ”Não posso tirar o lanche dos vereadores”. Isto porque, de acordo com o socialista, não raro ele e os colegas vão para o plenário sem almoço, “e vai chegando ali pelas duas, três horas, vem aquela dor no estômago”. Elmar informa que os vereadores sugeriram servir pão com presunto e mussarela ou com mortadela, e um suco ou refrigerante. Conforme o presidente, o que vai acabar é a fartura, porque a Casa precisa cortar gastos ante a redução de 6% para 5% no duodécimo que é repassado pela Prefeitura. De acordo com ele, a nova regra deve representar uma economia em torno de quase R$50 mil por ano. O edital ainda está sendo finalizado, portanto, não há previsão de publicação no órgão oficial do município, jornal Porta-Voz.