Moradia e saneamento são prioridades comuns na busca de recursos junto ao governo federal e estadual para os pequenos municípios do Triângulo e Alto Paranaíba, como Campo Florido e Ibiá. Entretanto, as prefeituras menores partilham também a mesma dificuldade para firmar convênios com Estado e Uniã herança de dívidas do governo anterior.
O prefeito de Campo Florido, José Catanant Neto (DEM), afirma ter levado dívida de R$ 3 milhões para o atual mandato. Ele lembra que assumiu a Prefeitura ao longo do exercício passado com débito de R$ 5 milhões, mas não conseguiu liquidar o valor total. O restante foi renegociado para pagamento ao longo dos quatro anos de mandato. Com a queda em torno de 15% na arrecadação por causa da crise econômica, ele explica que não fará investimentos em obras e minimizará o atendimento em Saúde e Educação ao necessário para equilibrar as finanças. “Não podemos deixar elevar a dívida mais e teremos um problema no fim do ano porque as contas não fecham. Não posso cortar pessoal porque a nossa estrutura não tem gordura”, alega.
Já o chefe do Executivo em Ibiá, Ivo Mendes Filho (PCdoB), que também herdou um rombo da administração passada com folha de pagamento de R$ 900 mil a pagar, está cortando quase pela metade o quadro de funcionários. O número caiu de 1.000 para 673 servidores, com exoneração de contratados e ocupantes de cargos de confiança. “Temos 12 projetos com recursos disponibilizados na Caixa Econômica Federal, mas estamos num impasse muito grande porque, em razão das dívidas, está tudo parado em termo de projeção para aplicar o dinheiro já conseguido”, lamenta, ressaltando que o município tem carência por obras de saneamento básico para construção de estação de tratamento de esgoto.