No fim da manhã de ontem, a reportagem entrou em contato com Gleibe Júnior, ligando para o celular que consta no organograma. Gleibinho inicialmente disse não se recordar do documento, mas, na medida em que foi ouvindo a leitura do mesmo, declarou que o organograma não seria de sua autoria, mas sim de um irmão do vereador, de nome Giovane. “Ele é quem redigiu e leu para mim. Na época, pediu meus dados pessoais e profissionais, mas não assinei”, afirmou. Desdobramento. Ontem, não foi possível localizar Giovane, em razão do feriado. Por outro lado, é certo que Gleibe Júnior será novamente chamado para depor no Ministério Público, desta vez para dar explicações sobre o “organograma”, entregue nas últimas horas ao promotor José Carlos Fernandes. No papel. Quando de seu primeiro depoimento testemunhando contra o vereador Jorge Ferreira, devidamente compromissado a dizer a verdade, declarou que, por volta de 10 de outubro de 2008, Giovane – irmão do vereador – e um tio do vereador o procuraram pedindo que ele ajudasse Jorge na formação de seu gabinete na Câmara. Conforme disse, a partir de então, ele passou a orientar Jorge Ferreira na formação de seu gabinete, inclusive acompanhando em diversas reuniões, tais como visita ao Tiro-de-Guerra e outras. Na época, acrescentou, o vereador dizia que ele iria ser seu chefe-de-gabinete, informação inclusive noticiada na imprensa. Já na última semana de dezembro, Jorge teria lhe afirmado que, a partir da nomeação, teria de lhe repassar metade do salário. Na época, a conversa teria sido presenciada pelo também advogado Sérgio Cad, oportunidade em que Gleibinho teria afirmado que não aceitaria tal situação.