Coordenador da equipe de transição, Matheus Simões, apresentou ontem o diagnóstico
Flavia Ayer/EM/D.A Press
Vereador licenciado Matheus Simões, que coordena a equipe de transição do governo Zema
Equipe de transição identificou que o governador Romeu Zema (Novo) herdará do governo Pimentel um pacote de programas com atraso na execução e que já gastaram mais que o previsto. O diagnóstico foi apresentado na noite desta quarta-feira (21) e a situação foi classificada como “preocupante”. Segundo Matheus Simões (Novo), vereador licenciado e coordenador da transição, não será possível entregar à população tudo que o atual governo prometeu.
O diagnóstico apresentado se concentrou em 65 programas considerados prioritários, englobando todas as áreas, como educação, saúde e infraestrutura. Dos R$ 6,2 bilhões de orçamento previsto para esses programas em 2018, o governo gastou mais da metade (51,5%). Entretanto, somente 35% das ações foram efetivamente executadas. A análise das políticas públicas contou com a colaboração voluntária da Fundação Dom Cabral.
Helvécio Magalhães, secretário de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, analisa que se trata de estudo complexo, que leva em conta milhares de ações, e diz desconhecer a forma como os dados foram analisados. “A avaliação de políticas públicas pode ter uma ou outra análise dependendo da métrica”, ressaltou. O secretário ainda afirma que, dada a situação financeira do estado, não necessariamente os programas prioritários contam com orçamentos prioritários. “O foco é na folha, previdência, dívida e programas continuados, para garantir o funcionamento das escolas, a alimentação nos presídios”, cita. Para Magalhães, em políticas públicas, o financeiro vem na frente da execução e que o desempenho de cada programa está disponível no site do governo.
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*Com informações do Estado de Minas