Na véspera do quinto dia útil do mês de julho, o governo de Minas Gerais ainda não concluiu o pagamento da terceira parcela referente a maio, que deveria ter sido paga na sexta-feira, dia 29 de junho a parcela do funcionalismo que recebe mais de R$ 6 mil. O atraso preocupa a categoria, cada dia mais sem saber como honrar as próprias contas.
Servidores acionam diariamente a reportagem da Rádio JM para saber sobre possível novo posicionamento do governo estadual, que se mantém inerte, sempre com a mesma resposta, de que o pagamento depende do fluxo do governo, que continua instável e que não há previsão para que os depósitos sejam feitos.
Em entrevista à rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, o secretário de Estado de Planejamento, Helvécio Magalhães, afirmou que não há previsão de quando os salários dos servidores serão pagos. Contudo, nos bastidores, o trabalho interno é para que as datas do escalonamento sejam divulgadas ainda nesta semana.
Vale lembrar que o governo de Minas tem dois processos que podem proporcionar a quitação da folha de pagamento, regularizando o servidor. O primeiro é a venda de 49% das ações da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), e o outro é um empréstimo, feito por meio da companhia, para arrecadar cerca de R$ 2 bilhões para o Estado. O grande problema é que, por ser ano eleitoral, ambos os processos devem atrasar.
Greve. Sem uma previsão de quando irão receber, os servidores da educação estadual farão nova paralisação a partir de segunda-feira (9), segundo comunicado oficial do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE). O motivo é o descumprimento contínuo do pagamento dos salários no 5º dia útil, o que, segundo o comunicado, está ocasionando graves prejuízos de difícil reparação por se tratar de verba alimentar. A paralisação deve prosseguir até a quitação integral da primeira parcela dos salários dos servidores ativos e aposentados da Educação. Culpados. Durante cerimônia de entrega de ônibus escolares em Sete Lagoas na manhã de terça-feira (3), o governador Fernando Pimentel creditou o rombo nas contas do Estado à folha de pagamento dos aposentados e defendeu reforma previdenciária como forma de voltar a ter as contas em dia. O petista ainda criticou pré-candidatos ao Palácio da Liberdade, chamando de demagogia a proposta de cortar cargos comissionados como forma de melhorar as finanças. Segundo o governador, a folha dos aposentados custou R$ 21 bilhões no ano passado, enquanto a arrecadação do estado não ultrapassou R$ 5 bilhões, o que resultaria em orçamento fiscal superavitário. Pimentel sugeriu a criação de um fundo para financiar a Previdência.
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