A partir de janeiro, o governador eleito Romeu Zema (Novo) terá uma conta robusta a ser paga. Há o atraso de 30 meses nos repasses mensais de R$ 8,5 milhões, que deveriam ser feitos pelo Estado à Minas Arena, empresa que administra o estádio Mineirão. A equipe de transição estima que as reservas contratuais de R$ 200 milhões do fundo destinadas a garantir a parceria público-privada (PPP) vão se esgotar em aproximadamente três meses.
Segundo divulgou a assessoria de Zema, o contrato entre o governo e o Minas Arena foi celebrado em 2010 e deixou de ser cumprido desde 2016, quando o pagamento foi interrompido. O contrato tem duração de 25 anos, com valor global de R$ 677,3 milhões, a ser pago ao longo desse período. Vale lembrar que o repasse é garantido por financiamento do Fundo de Incentivo ao Desenvolvimento (Findes), gerido pelo BDMG, sendo o agente fiduciário o Banco Itaú.
Assim, o banco é acionado a pagar pela concessionária, por meio das garantias, que devem ser repostas imediatamente. A empresa recorre às garantias, que nunca, porém, foram repostas. A previsão é que esse recurso vinculado às garantias fiduciárias acabe entre janeiro e fevereiro de 2019, tendo sido consumidos recursos R$ 200 milhões.
*Com informações do Estado de Minas