A Câmara realizou ontem sua última sessão plenária do ano, mas, em que pese as reiteradas negativas do presidente Luiz Dutra (PDT) quanto à possibilidade de fazer extraordinária
A Câmara realizou ontem sua última sessão plenária do ano, mas, em que pese as reiteradas negativas do presidente Luiz Dutra (PDT) quanto à possibilidade de fazer uma extraordinária, ela será necessária se for concretizada a instalação no Município, de um call center. “Quando se tem uma boa proposta, um bom empreendimento, que deverá gerar mais de 2.000 empregos diretos, na balança; não há como fugir”, diz o pedetista, justificando a medida.
Ele conta que os empreendedores viriam ontem a Uberaba, mas um problema no voo adiou para hoje a reunião de negócios com o prefeito Anderson Adauto (PMDB) e o próprio Dutra. Se houver entendimento quanto à instalação do call center em Uberaba, a Casa deverá contribuir na elaboração de um projeto de lei concedendo-lhe incentivos fiscais, tais como isenção no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano, que será votado na sessão extra, que deverá ser realizada na terça-feira (20), pela manhã.
Para que a extra aconteça, porém, é preciso a convocação por parte do prefeito, seguida da publicação dando ciência de sua realização – isto com 48 horas de antecedência. As sessões desta natureza não são remuneradas, como lembra Dutra, acrescentando que se ela for mesmo concretizada, poderá contemplar algum outro projeto que contribua para limpar a pauta do ano. Neste rol não deverá ser inserida a proposição que dispõe sobre o enxugamento na verba de gabinete dos vereadores. O texto, que tramita na Casa desde quarta-feira, não veio à votação porque falta consenso entre os vereadores, já que parte não quer a redução dos atuais R$ 19.800 para cerca de R$14 mil. A medida se faz necessária para assegurar o funcionamento do Legislativo caso seja efetivado o aumento de 14 para 21 cadeiras a partir de 2013, defende. Esta matéria já passou em primeiro turno pelo plenário, mas só será votada em segundo turno ante a aprovação dos cortes, como lembra Dutra.
“Espero que os vereadores amadureçam a ideia e tenham cada um as suas responsabilidades. Não importa quem será o próximo presidente da Mesa Diretora, mas importa como os recursos públicos serão gastos”, encerrou.