O pedido de impugnação dos registros dos candidatos do PMDB no chapão – formado ainda pelo DEM, PP, PCdoB e PR –, feito pelo Ministério Público, foi discutido em reunião sexta-feira, pilotada pelo deputado federal peemedebista Paulo Piau. Candidato à sucessão municipal, o parlamentar também sofreu manifestação contrária do MP ao seu registro porque uma liminar na Justiça derruba a intervenção feita no partido, a qual homologou seu nome para a disputa, bem como de outros seis filiados a uma cadeira na Câmara.
O tom do encontro, segundo Afrânio Cardoso de Lara Resende (PP), foi no sentido de tranquilizar o grupo. Ele, porém, não esconde que a situação tem gerado insegurança entre os 31 integrantes do chapão (destes, seis são do PMDB). Para o peemedebista Cléber Cabeludo, que busca o terceiro mandato, o “que sobrou para a gente foi acionar o jurídico” e apresentar defesa no pedido de impugnação.
Líder governista na Câmara, ele diz esperar que a Justiça entenda que o racha no PMDB envolve a disputa majoritária e não a proporcional. “Essa briga não é nossa, não podemos ser prejudicados”, desabafa Cléber, para quem o imbróglio tomou um rumo inesperado. Caso as candidaturas do partido não sejam registradas, a previsão é que o chapão perca em torno de 20 mil votos, entre aqueles concedidos à legenda e aos candidatos.
Na avaliação de Marcelo Borjão (DEM), esta situação é absurda e resultado de um processo de desestruturação pilotado pelo prefeito Anderson Adauto (PMDB), que busca na Justiça emplacar o candidato à sua sucessão. “É uma pouca-vergonha o que está acontecendo. O Anderson sabe que o Rodrigo [Mateus] não poderá disputar a eleição. Ele quer é prejudicar ou será que tem medo que abram a caixa-preta da Prefeitura?”, dispara o democrata, que pretende reunir os 31 integrantes do chapão, segunda-feira, para fortalecer a coligação que sustenta o nome de Piau para chefe do Executivo. Borjão também considera absurdo tirar da chapa nomes como do próprio Cléber e de Tony Carlos.