
A construtora chegou a realizar apenas 3% da obra contratada em momento em que deveria estar com cerca de 40%
Prefeitura precisará abrir nova licitação para obras de infraestrutura básica da ZPE (Zona de Processamento de Exportação). Atraso na execução do serviço levou à rescisão contratual com a ganhadora da concorrência e as demais empresas participantes do processo não tiveram interesse em assumir o contrato. A informação foi revelada pela prefeita Elisa Araújo (Solidariedade).
Contratada em agosto para a obra, a GSV Construtora e Usina de Asfalto não cumpriu o cronograma previsto e teve o contrato encerrado. A construtora deveria estar com cerca de 40% do serviço executado, mas apenas 3% havia sido concluído. A expectativa era que a HCON Engenharia, segunda colocada na licitação, assumisse o serviço, o que não se concretizou.
De acordo com a prefeita, após rescindir o contrato com a primeira colocada, a Prefeitura deu início à convocação das demais participantes do certame. Porém, nenhuma aceitou a proposta para assumir o contrato. Um total de nove empresas tinha participado da disputa. “As empresas que estavam na sequência da licitação não quiseram assumir a obra e estamos relicitando, infelizmente”, informou.
Até o momento, o edital da nova licitação das obras da ZPE ainda não foi publicado e o prazo do Município para comprovar a implantação da primeira parte da infraestrutura termina no dia 27 de janeiro de 2022, o que coloca novamente Uberaba sob risco de perder a autorização federal para a instalação do empreendimento.
Diante do contratempo na execução da infraestrutura básica da ZPE, a prefeita assegura que tratativas já foram iniciadas com o governo federal para estender novamente a data-limite e a expectativa é que a demanda será atendida. “O pedido de prorrogação já foi emitido ao Ministério e, com certeza, eles vão garantir mais prazo. O que aconteceu não foi culpa nossa, da administração, e sim da empresa irresponsável”, justifica.
O prazo para a execução da infraestrutura inicial da ZPE já foi prorrogado cinco vezes desde 2012, quando o empreendimento em Uberaba foi autorizado pelo governo federal. A última extensão ocorreu em agosto deste ano, sob a justificativa de que as adversidades causadas pela crise devido à pandemia de Covid-19 eram um motivo plausível para a ampliação da data-limite mais uma vez.