O acolhimento do pedido de impeachment contra o governador Fernando Pimentel (PT) pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) é visto nos meios políticos como um sinal de insatisfação do Legislativo mineiro com o tratamento dado ao Poder pelo Palácio da Liberdade.
O site de notícias Uai avalia que a briga pela indicação de candidato ao Senado e para vaga no Tribunal de Contas no Estado (TCE), além de insatisfações com cancelamentos de verbas para emendas parlamentares, foram os motivos que levaram ao acolhimento do pedido. O documento foi elaborado pelo advogado Marley Marra, na Assembleia, em 9 de abril, com base em atrasos de repasses por meio de convênios aos municípios mineiros, ao Poder Legislativo e ao Poder Judiciário.
A peça foi acolhida pelo deputado estadual Lafayette Andrada (PRB), que presidia a Mesa Diretora da ALMG.
O líder do governo, deputado Durval Ângelo (PT), avaliou que questões políticas fizeram com que a Mesa recebesse o pedido, mas que ele deve ser arquivado ou derrotado no plenário.
A Mesa Diretora ainda se reunirá para discutir os próximos passos do processo. Caso confirmado o pedido, será formada uma comissão especial com sete deputados – três do bloco governista, dois do bloco da oposição e dois do bloco independente – que vai ficar encarregada de elaborar um parecer favorável ou não ao pedido de impeachment.
Independentemente do resultado na comissão, o parecer será levado ao plenário, onde os 77 deputados devem votar se aceitam o texto. Para que o pedido seja aprovado são necessários 52 votos favoráveis ao pedido de impeachment – 2/3 da Assembleia.