As grandes filas geradas pelas inscrições do processo seletivo da Câmara Municipal provocaram insatisfação entre os vereadores. O vereador Antônio Gonçalves dos Reis, o Lerin (PSB), afirmou ao JM que o percentual muito alto de candidatos revela que a cidade ainda tem muito que avançar na manutenção dos empregos, atraindo novas indústrias. “A primeira pergunta que o prefeito faz quando há empresários interessados em investir no município é qual será a contrapartida da Prefeitura para consolidar o negócio”, diz.
O tucano João Gilberto Ripposati considerou constrangedora a situação aferida com a longa fila, evidenciando que a cidade precisa encontrar meios para gerar novos empregos e manter a dignidade do cidadão.
O líder da oposição, Itamar Ribeiro (DEM), em princípio evitou tecer comentários por não ter participado do processo de formatação. No entanto, ele considerou que o Legislativo poderia ter buscado outros mecanismos, proporcionando mais conforto à população. Citou a descentralização dos locais e o acesso via internet. “O processo seletivo não gera estabilidade alguma para o candidato aprovado, que pode ser demitido a qualquer momento. Precisamos realmente é realizar um concurso público”, reitera.
Em verdade, a Câmara ainda não pode realizar concursos em função do grau de recurso no STF do último realizado, que desaguou na Justiça devido a uma denúncia do Ministério Público.