Prefeito Anderson Adauto (PMDB) homologou na quarta-feira (15) o processo de licitação para a segunda etapa das obras de macrodrenagem do projeto Água Viva. A empresa Integral Engenharia foi a vencedora da concorrência, cujo valor é de quase R$20 milhões, com recursos provenientes do Programa de Aceleração do Crescimento II.
Esta etapa das obras também visa a solucionar problema das enchentes no centro da cidade. Abrange a ampliação dos canais no trecho da avenida Leopoldino de Oliveira, entre as avenidas Santos Dumont e Guilherme Ferreira, e da avenida Guilherme Ferreira, entre a Leopoldino de Oliveira e avenida Nelson Freire. Também está prevista a construção de novas galerias de água de chuva; novos ramais e redes pluviais, além bocas-de-lobo e poços de visita.
A ordem de serviço está programada para ser assinada nas próximas semanas, mas a obra começa a ser executada em abril. A decisão foi acordada entre a empreiteira, a administração municipal e o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau).
Além disso, haverá a restauração de trechos do canal existente na avenida Guilherme Ferreira, para evitar o comprometimento do sistema. Conforme o presidente da autarquia, José Luiz Alves, a obra concluída fará a contenção as águas pluviais da bacia do córrego Capão da Igreja e seus afluentes, que correm dentro do canal e deságuam no córrego das Lajes. Segundo ele, o sistema de drenagem desta bacia está comprometido e necessita de ser priorizado dentro de toda a obra para obter efetivos resultados no sistema de macrodrenagem.
Já o prefeito adianta que o impacto das obras será grande, mas as intervenções devem ser encaradas pela sociedade como uma ação que foi embasada em estudos sérios, técnicos renomados e, sobretudo, com a supervisão do Banco Mundial. Para ele, o município está preparando a cidade, em um futuro próximo, para uma nova realidade, sem enchentes e livre de insegurança.
AA também confirma a necessidade de várias frentes de trabalho para agilizar as obras de macrodrenagem, principalmente para que a avenida Leopoldino de Oliveira fique liberada para receber a mobilidade urbana. O projeto elaborado pelo urbanista Jaime Lerner, orçado em R$44 milhões, também provenientes do PAC 2, abrange a construção de dois terminais (Leste/Oeste) e dez subestações de passageiros ao longo da avenida.