Conselheiros do instituto buscam outras alternativas que não venham a onerar os servidores e a própria Prefeitura
Foto/Jairo Chagas
Proposta inicial, inclusive aprovada pelo Ministério da Previdência, era aumentar de 11% para 14% a contribuição dos servidores
Em meio a protesto de sindicalistas, o Ipserv (Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais) recuou quanto ao aumento de 11% para 14% na alíquota da cota patronal e da contribuição descontada no holerite dos servidores.
Integrante da comissão que analisa a revisão do plano de custeio do Ipserv, o secretário municipal de Finanças, Wellington Fontes, justificou que houve o entendimento que o aumento da alíquota de contribuição não atenderia aos interesses do funcionalismo e nem da própria Prefeitura. “Tem o lado político, pois não houve aceitação dos servidores. Mas também a questão técnica, porque iria onerar muito a Prefeitura”, manifesta. Com isso, o secretário declara que a proposta de acréscimo na alíquota de contribuição está descartada no momento, mesmo após ter sido aprovada pelo Ministério da Previdência. “Vamos buscar outra linha de modelagem”, acrescenta.
Ontem, os conselheiros do Ipserv e representantes da Prefeitura se reuniram para discutir alternativas que garantam a saúde financeira do instituto. Fontes lembra que uma consultoria técnica foi contratada pelo instituto para fazer um estudo e deve apresentar os resultados em agosto. “Dentro de 15 dias já deve trazer uma nova proposta para avaliação [...] Vamos buscar modelo que satisfaça tanto servidores quanto a Prefeitura”, disse.
Na reunião, o prefeito Paulo Piau (MDB) manifestou que a proposta inicial de aumento na alíquota seria apenas uma medida temporária e não uma solução definitiva para o problema do Ipserv. Segundo ele, o parecer da consultoria dará uma recomendação técnica e objetiva para a sobrevida do instituto em longo prazo.
Paralelo ao estudo, o diretor financeiro do Ipserv, João Paranhos Júnior, adiantou que um fundo será criado para equacionar o déficit atual do instituto, em torno de R$289 milhões.