POLÍTICA

Itamar sugere que Carrefour devolva incentivos recebidos

Conforme Itamar, somente com os serviços de terraplenagem, limpeza e preparo de terreno, compactação e pavimentação, a PMU gastou cerca de R$1 milhão

Renata Gomide
Publicado em 09/09/2011 às 00:22Atualizado em 19/12/2022 às 22:25
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O encerramento das atividades do Carrefour em Uberaba deve ser visto como uma lição e um aprendizado para o Executivo e o Legislativo quando tratarem da concessão de benefícios às empresas interessadas em se instalar no município. A observação é do vice-presidente da Câmara, Itamar Ribeiro de Rezende (DEM), para quem a Prefeitura deveria cobrar da multinacional a devolução dos recursos que foram injetados na unidade local, que funcionou pouco menos de cinco anos – a inauguração aconteceu em novembro de 2006.

Conforme Itamar, somente com os serviços de terraplenagem, limpeza e preparo de terreno, compactação e pavimentação, a PMU gastou cerca de R$1 milhão, além de ter concedido dez anos de isenção total no recolhimento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e do ISSQN durante as obras. Todos os incentivos foram aprovados pela Câmara, lembra o vereador, que insiste em dizer que nada mais justo do que a Prefeitura fazer esta cobrança à empresa.

“O município não pode ficar jogando dinheiro pelo ralo, é preciso gastar com responsabilidade”, entende o vereador. Para ele, a desativação da loja do Carrefour deve servir para ambos os Poderes reverem a formatação dos textos das leis de incentivo. Recentemente, quando da votação do projeto que garantiu isenção de impostos à Petrobras para a implantação da planta de amônia, Itamar tentou emplacar uma emenda na qual condicionava a liberação dos benefícios à conclusão das obras.

A emenda não passou, mas agora, com a saída do Carrefour do município, o vice-presidente do Legislativo defende que seja revista essa prática, inclusive lembrando que muitas empresas locais não têm nenhum benefício, ao passo que uma multinacional recebe os incentivos e não cumpre os compromissos acordados. “A Câmara tem que rever isso e dar responsabilidade, compromisso a esses investidores. Se não pudermos salvaguardar o município de certas situações, não podemos votar. O que não pode é doar área,  a empresa ficar o tempo que achar necessário, e depois ir embora e levar todos os incentivos”, afirma Itamar.

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