Já cogitada nos bastidores políticos, a saída de João Franco do PR deve se concretizar esta semana. Franco lamenta a centralização de poder nas mãos do presidente da legenda, Antônio Sebastião de Oliveira, o Toninho, e acusa também que o partido está sendo comandado de forma individualista. “Os membros do PR não têm voz”, critica, confirmando o rompimento político.
Esquivando-se de anunciar a saída, o secretário afirma que no momento está consultando as pessoas que o acompanharam na época da filiação ao PR e também lideranças como o deputado Aelton Freitas (PR) e o próprio prefeito Anderson Adauto (PMDB). Entretanto, nega que a movimentação seja uma manobra para valorizar o passe e conseguir apoio para ser o nome do partido a candidato estadual. “Os fatos não foram criados por mim. Estamos administrando um processo a partir de atitudes centralizadoras e individualistas que não foram criadas por nós”, argumenta.
Questionado se a estratégia visa ao fortalecimento para assumir o comando da legenda em Uberaba, Franco salienta que todos os filiados têm liberdade de almejar a direção do partido e este é um processo natural. Porém, defende que não tem como objetivo a projeção pessoal.
O deputado Aelton também se esquiva de falar sobre a saída de Franco do partido. Segundo o parlamentar, os dois conversaram no fim de semana e o secretário apresentou críticas e reclamações que serão levadas ao colegiado e discutidas internamente em busca de soluções. No entanto, Aelton não acredita que a resposta possa ser a mudança na direção da comissão provisória e uma possível condução de Franco à presidência. “Não vejo necessidade. Os dois são pessoas de bem e gosto de ambos, mas cada um precisa ficar no seu quadrado. Não queremos perder membros. Só que não iremos impedir quem quiser sair”, acrescenta.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã também tentou contato com Toninho através do celular, mas não obteve retorno.