Justiça Federal de Brasília considerou que o prazo de seis meses de reclusão previsto na prisão preventiva já se esgotou, mas eles não poderão deixar o país
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Ricardo Saud pode ter deixado o presídio da Papuda, em Brasília, nesta sexta-feira, após decisão da Justiça Federal
A Justiça Federal de Brasília concedeu liberdade aos delatores da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud. O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos, da 12ª Vara Criminal do Distrito Federal, determinou a liberação dos dois na tarde de ontem.
Na decisão, o magistrado considerou que o prazo de seis meses de reclusão previsto na prisão preventiva já estava esgotado. O juiz, entretanto, determinou que Joesley e Saud estão proibidos de deixar o país sem autorização judicial. Os dois ficarão com os passaportes retidos pela Justiça.
Até o fechamento desta edição, não havia confirmação se Joesley e Saud já haviam sido soltos. A defesa de Joesley informou que ele deixaria a prisão em São Paulo ainda ontem, mas permaneceria na cidade e continuaria colaborando com a Justiça.
Joesley estava preso em São Paulo e Saud, na penitenciária da Papuda, em Brasília. Os dois são acusados de omitir informações para o Ministério Público Federal durante depoimentos válidos por acordo de delação premiada.
Wesley Batista, irmão de Joesley, foi solto no mês passado. A 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu converter a prisão preventiva em prisão domiciliar. A decisão também contemplou Joesley, mas ele permaneceu na cadeia porque havia outro mandado de prisão contra ele, determinado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o juiz Marcus Vinicius Bastos, da 12ª Vara Federal, revogou a medida.
Para deixar a prisão, Joesley vai precisar cumprir as medidas cautelares que foram impostas pelo STJ. Entre as exigências, o empresário vai ter que usar tornozeleira eletrônica, não pode entrar na própria empresa e nem pode se comunicar com outros investigados, nem mesmo com o irmão, Wesley Batista.