A reação de um grupo de vereadores de Uberaba contrários à criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM), conforme externado em plenário essa semana, já chegou ao conhecimento da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde tramita o projeto com essa finalidade. Na avaliação do deputado estadual Antônio Lerin (PSB), a manifestação é legítima e deve ser considerada nas outras audiências que serão realizadas pelo Parlamento Mineiro em Araxá, Patrocínio, Araguari, Ituiutaba e Frutal. “O posicionamento irá ecoar pela região”, observa Lerin, que reitera ser favorável à RMTM, mas pondera que se “lá na frente entender que pode ser prejudicial”, não descarta uma reavaliação. A criação da Região Metropolitana foi duramente criticada pelos vereadores Samir Cecílio (PR) e China (PSL), vice-presidente e segundo secretário da Mesa Diretora da Câmara, respectivamente; Cléber Cabeludo (PMDB); Ismar Marão (PSB), e Tony Carlos (PMDB), líder governista, que puxou a discussão no plenário. O grupo não poupou a proposta, que avaliam ser o mesmo que ensinar Uberlândia a engolir Uberaba. Para esses vereadores, a cidade ficará à margem na conquista de novos investimentos. De acordo com Lerin, eles deveriam ter feito as considerações na segunda-feira, quando a ALMG fez audiência pública no município. O deputado, no entanto, observa que haverá tempo hábil para colocar todas essas questões até o fechamento do debate antes da votação da matéria no plenário da Assembleia, que será precedida de uma última audiência na Casa. A autora da proposição que cria a RMTM, englobando em princípio 66 municípios do Triângulo e Alto Paranaíba e uma população estimada em cerca de dois milhões de habitantes, deputada Liza Prado (PSB), não foi localizada pela reportagem do Jornal da Manhã para se manifestar sobre a reação dos vereadores.