Na esteira do Movimento que pede para não votar em quem tem mandato Lerin diz que não defende candidatura
Na esteira do Movimento que pede para não votar em quem tem mandato – capitaneado pelo empresário e agitador político Tião Silva –, o deputado estadual Antônio Lerin (PSB) diz que não defende a candidatura de parlamentares ao cargo de prefeito. Ele, contudo, pondera que é necessário avaliar se é melhor colocar um nome novo e inexperiente que nunca disputou uma eleição, que não sabe o que é conquistar um voto, em detrimento de quem já conhece, por exemplo, os caminhos de Brasília e Belo Horizonte.
“Nós precisamos de alguém que tenha capacidade e conhecimento para fazer uma administração e uma gestão pública de forma transparente”, defende Lerin, que não esconde o sonho de comandar Uberaba, mas, com os pés no chão e os olhos abertos, diz que aos 43 anos pode esperar o momento certo de sair candidato, não necessariamente em 2012. Para o pessebista, uma decisão nesse sentido passará pelo que deseja a população. Além disso, ele diz que o processo de escolha do candidato à sucessão municipal demanda atenção não ao índice de intenção de voto apurado nas pesquisas, mas ao menor índice de rejeição.
A matemática proposta pelo parlamentar considera que o “prefeitável” menos rejeitado terá chances de crescer se conquistar os indecisos, que aparecem em grande volume nos levantamentos. Lerin, porém, entende que quanto mais nomes, mais opções a população terá, mas, para o eleitor fazer sua escolha, deve avaliar a história de cada um para criar uma expectativa positiva para os próximos anos.
Seu partido, que em Minas compõe a base aliada do Governo Anastasia, apoiou a reeleição do prefeito Anderson Adauto (PMDB) em 2008, entretanto não participa das articulações junto da situação para a sucessão municipal. “Em momento algum fomos chamados para reunião, enquanto PSDB, DEM, PTB e PDT e agora o PSD – todos da base do tucano – sempre têm nos convidado para estar participando”, revela. Segundo ele, não se ganha uma eleição sozinho, mas com apoio, com equipe e dentro de uma coligação, para depois todos administrarem juntos.