Deputado da base do governador Antonio Anastasia (PSDB), Antônio Lerin (PSB) saiu ontem em defesa do Estado, criticado pelo presidente da Aciu, Manoel Rodrigues Neto, para quem falta vontade política ao governo de Minas para resolver o impasse quanto à modalidade do gasoduto e garantir o abastecimento da fábrica de amônia da Petrobras. “Entendo que ele está equivocado”, disse o pessebista, reforçando que o duto é “uma conquista consolidada”, várias vezes reiterada pelo chefe do Executivo mineiro. Para o dirigente classista, o governo estadual está querendo ver se a planta vai sair efetivamente para ver o que faz com o gás, quando deveria se prontificar na construção do duto e cobrar a fábrica de amônia da Petrobras. A viabilização da obra está emperrada justamente na definição do modelo do gasoduto que irá levar matéria-prima até a unidade da estatal para a produção do fertilizante. O governo mineiro se sustenta nos pareceres da Advocacia Geral do Estado (AGE), da própria Petrobras e de escritórios especializados no assunto a favor da adoção do chamado gasoduto de distribuição. Entretanto, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) classifica o duto como sendo de transporte, considerando o projeto original de construção, ligando dois estados: São Paulo e Minas Gerais. O duto de transporte já está com tramitação avançada na ANP e tem licença prévia do Ibama para início das obras, enquanto o de distribuição ainda não. Na tentativa de solucionar o impasse foi feita uma consulta à Advocacia Geral da União (AGU), cujo parecer ainda não foi emitido. Lerin defendeu uma aliança entre as lideranças políticas e de classe do Estado para, juntas, cobrarem a emissão desse documento favorável à obra. “Quero deixar claro ao presidente da Aciu que não existe empecilho em Minas aos investimentos. O Estado tem atendido rapidamente todas as demandas solicitadas pela Petrobras, ANP, AGU. A solução deve vir da União, da presidente Dilma Rousseff (PT)”, aponta Lerin, que após tomar conhecimento das declarações do dirigente classista acionou o governador, o presidente da Cemig, Djalma Bastos, e a secretária Dorothea Werneck (Desenvolvimento Econômico). Ainda conforme o deputado, o Estado é o maior interessado nas obras. “Temos que unir forças para obter o parecer da AGU”, reiterou Lerin, citando que já acionou os parlamentares do seu partido em Brasília, além de aliados, entre eles o deputado federal Marcos Montes (PSD), para que trabalhem juntos.