Após ter abertura adiada, a licitação para contratar operadora para o tíquete-alimentação do funcionalismo foi suspensa pela Prefeitura. A medida foi adotada devido a questionamentos ao edital apresentados por empresas interessadas na concorrência, que tem valor estimado de R$182.745.486,00 para o período de três anos.
No aviso de suspensão, a Prefeitura não especificou os itens no edital que foram alvo de impugnação. A Administração Municipal apenas informou que a disputa agendada para acontecer na sexta-feira (11) está suspensa para análise das contestações apresentadas e eventual alterações no edital.
O texto não estabeleceu prazo para a retomada do processo licitatório. A Prefeitura apenas comunicou que, assim que for concluída a análise dos questionamentos e a eventual correção do edital, o documento será republicado.
Esta é a segunda tentativa de contratar nova operadora do tíquete-alimentação. Uma licitação chegou a ser aberta no fim do ano passado e teve 11 empresas na disputa pelo contrato, mas foi revogada antes do resultado final, por causa das mudanças nas regras do vale-alimentação implementadas pelo governo federal.
O edital lançado no mês passado previa um total de 9.323 funcionários, sendo que 6.214 servidores da Prefeitura têm tíquete-alimentação de R$572; já 3.109 servidores, que atingem o grupo da Educação, recebem valor de R$489,50.
Pelo valor orçado na licitação, a Prefeitura poderá desembolsar, aproximadamente, R$5 milhões por mês para pagar o tíquete-alimentação, o que totalizaria quase R$61 milhões anualmente.