Líder governista e presidente da Comissão de Saúde e Saneamento, Cléber Cabeludo admitiu que a incineração de 2,5t de medicamentos pegou a todos de surpresa
Líder governista e presidente da Comissão de Saúde e Saneamento da Câmara, Cléber Cabeludo (PMDB) admitiu ontem que a incineração de 2,5 toneladas de medicamentos pegou a todos de surpresa e trouxe desconforto à Casa, que tem como uma de suas atribuições fiscalizar o Executivo e toda sua estrutura. Na manhã desta quarta-feira ele e os demais integrantes do colegiado – Itamar Ribeiro (DEM), Samuel Pereira (PR) e José Severino (PT) – estiveram em reunião com o secretário de Saúde, Valdemar Hial, a fim de obter explicações sobre este ato. Conforme Cléber, o titular da Pasta reiterou que a incineração se faz necessária porque os remédios venceram e que esta ação não é uma exclusividade do atual Governo, ou seja, já aconteceu em administrações passadas. No entanto, devido ao mal-estar gerado pelo fato, o peemedebista e seus colegas solicitaram a Hial que se houver necessidade de incinerar outros medicamentos, que a Câmara seja avisada, especialmente a Comissão de Saúde e Saneamento. Para ele, a medida é importante para garantir à Casa o exercício de uma de suas funções, que é fiscalizar. “É nosso dever acompanhar”, reforça Cléber, que ainda sugeriu a Hial oferecer às instituições os remédios que estiverem prestes a vencer, para evitar as incinerações. A prática já seria utilizada pela SMS, inclusive neste caso. Ainda conforme o líder governista, a reunião foi produtiva e como o caso já foi levado ao Ministério Público pelo próprio Executivo, não vê necessidade de instalar a sindicância proposta anteontem por um grupo de conselheiros municipais de saúde a fim de conferir os estoques de medicamentos, bem como seus prazos de validade, entre outros itens. Um dos mais ferrenhos críticos desta incineração, Itamar Ribeiro disse que vai avaliar se realmente a SMS ofereceu os remédios a outras instituições e se é fato que outros municípios utilizam deste mesmo expediente, como foi dito por Hial. Se as respostas forem satisfatórias, o vereador diz que se dá por satisfeito, lembrando que sua obrigação é questionar e fiscalizar.