POLÍTICA

Líder do prefeito aceita desafio e propõe 2 regiões metropolitanas

O vereador Tony Carlos também sugere que a população seja consultada para posicionar se é a favor ou não da RMTM. O que queremos é proteger Uberaba daquilo que está por vir

Renata Gomide
Publicado em 28/05/2013 às 00:59Atualizado em 19/12/2022 às 12:48
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O desafio lançado pelo prefeito Paulo Piau (PMDB) ao grupo de cinco vereadores contrários à criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM), que pretende unir 66 municípios, entre os quais Uberaba e Uberlândia, já têm uma resposta. E ela vem justamente do seu líder na Câmara e correligionário Tony Carlos, que foi quem puxou, semana passada, as críticas ao projeto que tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. “A proposta é a mesma de sempre: Uberlândia fica de lá e Uberaba fica de cá”, diz o peemedebista, que na prática defende que sejam criadas duas regiões metropolitanas mantendo as duas cidades como polo, assim como já foi cogitado anos antes, inclusive pelo próprio Piau, quando era deputado estadual. Segundo Tony, da forma como caminha a discussão, o município vizinho será nossa capital, “e eu não quero ser filial”.   O vereador também sugere que a população seja consultada para posicionar se é a favor ou não da RMTM. “O que queremos é proteger Uberaba daquilo que está por vir. Se a proposta for consolidada, nos próximos cinco anos estaremos enterrando Uberaba. E vou colocar na conta daqueles que hoje defendem a proposta toda a responsabilidade do processo”, aponta Tony, lembrando que todas as repartições públicas estaduais já estão se instalando na vizinha cidade.   Para o vereador, Uberaba tem tudo para se consolidar como cidade-polo, vocação que havia desaparecido algum tempo atrás, e foi resgatada no governo Anderson Adauto (sem partido), que antecedeu à atual administração. Tony, porém, diz ter consciência de que, no estágio atual da discussão, será difícil reverter a viabilização da RMTM, mas reitera que irá apontar os responsáveis pelas perdas que Uberaba vier a ter.   Quanto à possibilidade de perder o apoio de Piau para viabilizar sua candidatura a deputado estadual nas eleições do ano que vem, Tony diz que o mais importante é ser apoiado pelo povo, mesmo porque a retaguarda do governo não é sinal de vitória. Para exemplificar, cita que em 2010 Anderson optou por José Luiz Alves (PSL) à disputa por uma cadeira na Assembleia, e perdeu. “Sou líder, cumpro com a minha obrigação de representar o governo, mas não aceito cabresto. Tenho luz, própria, identidade própria e posição própria.”   Ele também rechaça a ideia de que vá perder apoio das lideranças regionais do PMDB, que, segundo o prefeito, querem candidaturas com perfil propositivo e progressista. “A vida toda esse é o meu perfil”, assegura Tony, para quem quando Piau diz que seu comportamento está em observação, retruca: “Não o julguei e nem coloquei seu comportamento em observação quando ele foi ser candidato [a prefeito]. Eu acreditei nele. Abri mão da minha candidatura para me somar a ele. Parece que ele está colocando em julgamento um cala-boca. Não vou condicionar seu apoio a essa matéria, que é de extrema independência da minha parte, primeiro porque nasci aqui e tenho todos os requisitos necessários para defender Uberaba”.

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