POLÍTICA

Líder do prefeito puxa críticas à Região Metropolitana na CMU

A criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM) foi duramente criticada ontem, no plenário da Câmara, em debate que durou pouco mais de 30 minutos

Renata Gomide
Publicado em 23/05/2013 às 00:51Atualizado em 19/12/2022 às 12:54
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A criação da Região Metropolitana do Triângulo Mineiro (RMTM) foi duramente criticada ontem, no plenário da Câmara, em debate que durou pouco mais de 30 minutos e foi puxado pelo líder governista, vereador Tony Carlos (PMDB). Emancipacionista assumido, o peemedebista disse que Uberaba vai fazer papel de reserva, ou de gandula – perante Uberlândia –, se a proposta for aprovada nos moldes como tramita na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.   “Nós estamos ensinando o município vizinho a nos engolir”, disparou o líder do prefeito Paulo Piau (PMDB), um dos principais articuladores da RMTM, que nesta semana foi novamente debatida em duas audiências públicas distintas: uma em Uberlândia e outra em Uberaba. As considerações de Tony encontraram eco entre alguns colegas, como Cléber Cabeludo (PMDB) e o vice-presidente da Câmara, Samir Cecílio (PR), também da base aliada.   Samir, que se disse cético sobre essa questão, tanto que não acompanhou o debate de segunda-feira no plenário da Casa, também avalia que os ganhos serão para Uberlândia. Para ele, os empreendimentos previstos para Uberaba não necessitam de Região Metropolitana para vingar, tais como o gasoduto, a planta de amônia e o aeroporto internacional.   Kaká Se Liga (PSL) admitiu que há motivos para preocupação, mas defendeu que as lideranças do município acompanhem todos os passos para a viabilização da proposta. “Se a gente recuar mais, eles vão avançar”, afirmou, encontrando respaldo junto ao republicano. Tony lembrou que o projeto inicial da deputada Liza Prado (PSB) previa a criação da Região Metropolitana de Uberlândia, mas, ante o entusiasmo do prefeito Paulo, fez-se a mudança no texto original, incluindo as duas cidades-polo.   “Reflito muito sobre a proposta. Vai cair tudo no colo de Uberlândia. Não quero que seja nossa capital. O prefeito é muito bonzinho, meu amigo, mas está sendo modesto. Eu não aceitaria. Para fazer papel de figurante? Temos que preservar Uberaba como cidade-polo”, afirmou o líder governista, que se disse favorável à criação das duas regiões metropolitanas. Ismar Marão (PSB), até então engajado na proposta, revelou em plenário que está reavaliando sua posição, enquanto o segundo secretário da Mesa Diretora, China (PSL), considera a RMTM “um péssimo negócio”.   Para ele, em que pese o prefeito estar cheio de boas intenções, estão “alisando sua cabeça. Uberaba vai tomar um chumbo danado”, destacou. Único a se colocar favorável à proposta, o vice-líder governista Samuel Pereira (PR) entende que a RMTM vai ajudar todas as cidades, inclusive as pequenas. Tony reagiu, destacando que isso é o mesmo que dar pirulito para as crianças.

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