Acordos fechados pelas lideranças do PR e do PSD para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal foram mantidos
Os acordos fechados pelas lideranças do PR e do PSD para a eleição da Mesa Diretora da Câmara Federal foram mantidos. Os dois partidos apoiaram a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para a presidência da Câmara dos Deputados.
O deputado Rodrigo Maia foi eleito, em primeiro turno, para o biênio 2017-2018, com 293 votos. Candidato do bloco PMDB, PSDB, PP, PR, PSD, PSB, DEM, PRB, PTN, PPS, PHS, PV e PTdoB, Maia preside a Câmara desde julho do ano passado, em substituição ao ex-deputado Eduardo Cunha, que havia sido eleito para o biênio 2015-2016.
O deputado Jovair Arantes (PTB-GO) – candidato do bloco PTB, SD, Pros e PSL – obteve 105 votos. Já o candidato do bloco PT, PDT, PCdoB, André Figueiredo (PDT-CE), teve 59 votos; a deputada Luiza Erundina (Psol-SP), 10; o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), 28, e o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quatro votos. Houve cinco votos em branco.
A distribuição dos cargos seguiu o critério da proporcionalidade partidária. Apenas o cargo de presidente da Câmara permite a candidatura sem seguir o princípio da proporcionalidade partidária. Ou seja, pode ser de qualquer partido ou bloco da Casa. Pela distribuição, prevaleceu o objetivo das negociações comandadas pelos deputados Marcos Montes, líder do PSD, e Aelton Freitas, líder do PR, para a ocupação nos cargos da Mesa Diretora.
A 1ª vice-presidência ficou com Fábio Ramalho (PMDB-MG) e a 2ª vice-presidência, com André Fufuca (PP-MA). Já para a 1ª secretaria foi eleito o deputado Giacobo (PR-PR); na 2ª secretaria, Mariana Carvalho (PSDB-RO); na 3ª secretaria ficou JHC (PSB-AL), e na 4ª secretaria, Rômulo Gouveia (PSD-PB).
O PR, conforme acordado, ocupou a 1ª secretaria, que funciona como a prefeitura da Câmara, por ser responsável por acompanhar os serviços administrativos da Casa. E ao PSD, a 4ª secretaria, que tem a função de supervisionar e gerenciar o uso dos apartamentos funcionais dos deputados e de cuidar da concessão do auxílio-moradia para parlamentares que não morem nas unidades residenciais da Câmara.