Apesar da cobrança do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais para que o dinheiro restante do fechamento de contas da Câmara fosse convertido em abono natalino para os funcionários, o presidente do Legislativo, Lourival dos Santos (PCdoB), descarta a possibilidade.
Segundo Lourival, a sobra trata-se dos recursos liberados pelo Banco do Brasil para investimento em reformas no prédio e compra de equipamentos. O dinheiro, continua ele, não poderia ser utilizado para pagamento do abono porque é destinado exclusivamente a projetos de melhoria da Casa. “A verba total era de R$ 80 mil. Usamos parte dos recursos na construção da rampa de acessibilidade e aquisição do elevador para o Paço Municipal. Mas sobrou isso”, alega. Em contrapartida, o BB irá gerenciar a folha de pagamento da Câmara até 2012.
Sobre a possibilidade de deixar recurso empenhado para projetos de melhorias no prédio ou compra de computadores, Lourival defende que tentou realizar uma licitação, mas o processo foi cancelado porque os valores oferecidos pelas empresas estavam muito acima do preço de mercado e a Câmara não poderia pagar. Segundo ele, não é possível deixar empenho para o próximo ano se não houver como confirmar a despesa.