Os especialistas se ofereceram para atuar no diagnóstico de 17 áreas temáticas de Minas Gerais, bem como na estruturação da próxima gestão
Equipe de transição do governo Romeu Zema (Novo) recebeu apresentação de 1.200 profissionais, com experiência em diversas áreas do conhecimento, para auxiliarem na pesquisa e diagnóstico de 17 áreas temáticas do estado que serão coordenadas pelos futuros secretários de Estado. Aberto na semana passada, o prazo de inscrições termina nesta quarta-feira (14).
Os futuros secretários coordenarão e atuarão em mais de uma área, uma vez que Zema decidiu fundir pastas para reduzir a estrutura administrativa de Minas Gerais, passando de 21 para nove secretarias.
O engenheiro civil e mestre pelo Massachusetts Instituto of Technology (MIT) Rodrigo Paiva, responsável pelo recrutamento do voluntariado das equipes de base na transição, disse ao Estado de Minas que a resposta tem sido rápida e que muitas pessoas com experiência em gestão e na área pública se colocaram à disposição para auxiliar. Segundo ele, assim que Zema indicar os novos secretários, os profissionais assumirão a coordenação das áreas técnicas.
Na prática, a seleção da equipe de trabalho ocorrerá simultaneamente em duas pontas. Para a escolha do grupo de primeiro escalão do governo – secretários, secretários adjuntos e diretores de empresas públicas –, Romeu acionou o serviço de empresas especializadas em recursos humanos que estão igualmente contribuindo de forma voluntária. A expectativa é de que os primeiros indicados sejam anunciados nesta semana.
Por outro lado, Rodrigo Paiva estrutura as equipes técnicas de voluntários em 17 áreas, que estarão sob a coordenação dos futuros secretários.
Seleção
Confira as áreas que são recrutados profissionais com experiência: agronegócio, assistência social, ciência e tecnologia, comunicação, cultura, direito, economia e finanças, educação, energia, ensino superior, esportes, inovação, meio ambiente, saúde, segurança pública, tecnologia da informação e turismo.
Prazo
Minas Gerais vive uma grave situação fiscal. O déficit previsto nos projetos de lei do Executivo, que tratam do Orçamento do Estado para 2019, é de R$ 11,44 bilhões. Ou seja, 41,5% maior que do que os R$ 8,08 bi estimados para 2018. A equipe do governador eleito também foi informada que não há ainda calendário definido para pagamento do 13º salário do funcionalismo.
A transição de Romeu Zema também acompanhará a discussão e aprovação na Assembleia Legislativa da Lei Orçamentária de 2019. Eventuais intervenções e emendas serão apresentadas ao governo de Fernando Pimentel, que se comprometeu a encaminhar, de forma institucional, à presidência da Assembleia, as propostas do futuro governo.
*Com informações do Estado de Minas