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Mais leitos não resolvem pressão regional na saúde, diz secretária

Valdilene Rocha defende ampliação da estrutura hospitalar em cidades da região para reduzir encaminhamentos de pacientes e a sobrecarga da rede de Uberaba

Marconi Lima
Publicado em 23/09/2026 às 20:31
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Secretária de Saúde defende fortalecimento da estrutura hospitalar nas cidades da região para reduzir o encaminhamento de pacientes e a pressão sobre os leitos de Uberaba (Foto/Reprodução)

A ampliação de leitos hospitalares em Uberaba, isoladamente, não será suficiente para reduzir a pressão sobre a rede de saúde do município. A avaliação é da secretária municipal de Saúde, Valdilene Rocha, que defende que os candidatos nas eleições deste ano trabalhem também pela estruturação hospitalar das cidades que integram as microrregiões atendidas por Uberaba.

Segundo Valdilene, o município possui atualmente 732 leitos, entre clínicos, cirúrgicos, de UTI e maternidade. Ela aponta principalmente a falta de UTIs em Iturama e Araxá como um dos fatores que levam pacientes de outras cidades a ser encaminhados para Uberaba. “Aumentar o número de leitos em Uberaba não vai resolver”, afirmou em entrevista à Rádio JM.

A secretária cita ainda a necessidade de fortalecer a estrutura das duas cidades, que são sede de macrorregiões. A implantação de UTIs em Iturama, segundo ela, está em discussão há cerca de dois anos e dependeria de recursos federal, estadual e municipal.

O custo também é um dos obstáculos para a expansão da estrutura. Conforme dados do Núcleo de Economia da Saúde, um leito de UTI custa cerca de R$1,3 mil por dia, considerando os procedimentos. Com despesas indiretas, como nutrição, hotelaria, administração e insumos, o valor chega a aproximadamente R$2,3 mil diários.

A pressão regional já aparece nas UPAs de Uberaba. As unidades atendem, por pactuação, pacientes de municípios como Conquista, Água Comprida, Campo Florido, Delta e Conceição das Alagoas. Segundo Valdilene, as duas UPAs enfrentaram situações de superlotação nos últimos meses.

Para reduzir essa demanda, a rede municipal também aposta na desospitalização. A Unidade Dia São Cristóvão realizou 4.273 atendimentos entre maio e agosto, enquanto o programa Melhor em Casa contabilizou 2.724 atendimentos desde maio. Para a secretária, fortalecer os serviços nos municípios de origem dos pacientes é fundamental para evitar que a demanda continue concentrada em Uberaba. 

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