POLÍTICA

Manifestantes realizam ato pró-Bolsonaro a favor do voto impresso auditável

Publicado em 30/07/2021 às 20:56Atualizado em 18/12/2022 às 15:10
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Previsto para este domingo, dia 1° de agosto, apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) articulam ato em defesa do voto impresso auditável, nas eleições de 2022. Em âmbito nacional, a manifestação conta com apoio de políticos como as deputadas Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zampeli (PSL-SP). Em Uberaba, circula nas redes sociais um chamamento para o ato. Conforme a arte de divulgação, a concentração para a manifestação está marcada para às 9h, na Praça Pôr do Sol. 

A reportagem acionou o coordenador da Direita Minas-Uberaba, Zander Morais, que informou que a manifestação irá contar com a participação de apoiadores em geral e que ganhou força através das redes socias. "A manifestação é organizada por apoiadores em geral, não sei exatamente quem começou a divulgação, mas como é de apelo nacional, muito provavelmente será grande. Todos iremos participar!", explicou. 

O formato de votação sugerido, ainda levanta questões. No início de julho, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou que é falso que o sistema de totalização de votos do TSE não pode ser auditado. Zander contesta a versã “Infelizmente, o TSE não compactua com a verdade, o voto impresso foi aprovado no congresso. A própria PF [Polícia Federal] já atestou anteriormente que o processo eleitoral no Brasil não pode ser auditado. Então, se faz extremamente necessário atualização desse sistema antiquado utilizado no Brasil”. Ainda conforme Zander, o foco é iniciar uma jornada“de transparência do processo eleitoral”. 

Durante esta semana, Bolsonaro, em live, afirmou que: “voto impresso auditável e contagem pública dos votos é um instrumento de cidadania e paz social, garantia de paz e prosperidade, de harmonia entre os Poderes”. O ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou que um grupo de peritos da PF se manifestou a favor da impressão dos votos “como um elemento de auditoria não eletrônico".  Outro lado

Com informações Agência Brasil 

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, voltou a defender a segurança da urna eletrônica. Durante um evento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, o ministro voltou a reafirmar que jamais foi registrada nenhuma fraude desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996. De acordo com o ministro, antes das urnas eletrônicas, urnas de lona desapareciam, votos em branco viravam votos para candidatos e “toda eleição tinha a suspeição da fraude”. 

Barroso disse que a decisão sobre a adoção do voto impresso no país é do Congresso Nacional, mas considera que a medida não é segura. “Ele [voto impresso] precisa ser transportado. Estamos falando de 150 milhões de votos em um país em que muitas regiões têm problemas de roubo de carga, milícias e facções criminosas. Vamos criar um mecanismo de auditoria que vai trazer insegurança, riscos para o sistema”. 

O ministro reafirmou que o voto eletrônico é auditável.  “Gostaria de desfazer a crença de que voto impresso e voto auditável sejam a mesma coisa. O voto eletrônico é auditável quando tudo começa, porque o programa tem seu código-fonte aberto a todos os partidos. A urna produz um arquivo digital chamado registro digital do voto e qualquer partido pode pedir e imprimir os votos. O sistema é seguro, transparente e auditável em muitas de suas etapas”.

Pela sua conta oficial no Twitter, o TSE respondeu à live do presidente. Entre outras postagens, o tribunal postou que “investigadores da edição de 2019 do Teste Público de Segurança (TPS), entre os quais, peritos da @policiafederal, admitem que novas barreiras de segurança da urna eletrônica são eficazes”.

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