Anúncio foi feito nesta terça-feira (27) pela futura ministra, Tereza Cristina; Montes será o número 2 da pasta
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Com a derrota de Antonio Anastasia para o governo de Minas, o deputado federal Marcos Montes fica sem mandato a partir de fevereiro
Futura ministra da Agricultura, deputada Tereza Cristina (DEM-MS), anunciou nesta terça-feira (27) o deputado federal Marcos Montes (PSD-MG) para o cargo de secretário-executivo da pasta no governo Jair Bolsonaro. O uberabense é ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, que representa a bancada ruralista no Congresso Nacional, e agora será o número 2 no Ministério da Agricultura.
Montes está concluindo o terceiro mandato como deputado federal e tentou as eleições majoritárias no estado na chapa de Antonio Anastasia (PSDB). Com a derrota do tucano, Montes fica sem mandato a partir de fevereiro.
Em entrevista ao JM Online, Marcos Montes contou ter conversado com o presidente eleito Jair Bolsonaro e que a sugestão de seu nome para ser o número 2 do Ministério foi muito bem vista. "Um governo novo, diferente, dando toda a autonomia no Ministério, porque a Tereza será uma grande ministra. Provavelmente, o Ministério nunca teve uma pessoa tão preparada como ela. Eu acho que serei lá um instrumento para fazer o agronegócio brasileiro dar certo", analisa Montes.
Questionado se ele assume o posto com alguma missão, Marcos Montes diz que a missão consiste na reorganização e fortalecimento do comércio exterior. "Levar credibilidade do Brasil para fora e dar condições para os produtores aqui do país para continuarem trabalhando, porque são realmente pessoas que fazem um grande trabalho e, às vezes, não reconhecido pela sociedade. Dar a eles segurança jurídica para trabalhar, tranquilidade, direito propriedade. Manter um ambiente de trabalho para que eles possam produzir", argumenta.
O anúncio veio com bons sentimentos, na avaliação do presidente do Sindicato Rural de Uberaba Romeu Borges, dizendo que o setor agropecuário brasileiro, mineiro e uberabense está prestigiado. “Ele é de Uberaba e está envolvido com o segmento há muito tempo. A gente espera que as ações políticas e técnicas que vão acontecer dentro do Ministério da Agricultura sejam o fim desse toma lá dá cá. Que se trabalhe para o crescimento do setor, desenvolvimento das exportações e também fortalecimento do agricultor brasileiro, seja ele pequeno, médio ou grande”, avalia.
Romeu Borges espera que as preocupações do setor com relação aos tributos sejam resolvidas de forma definitiva no próximo governo. “Queremos que o próximo ministério trabalhe na parceria agropecuária incentivando a pessoa que tem terra a formalizar parcerias com aquele que quer produzir”, pontua.