Medida impede que os denunciados no caso dos chips se aproximem a menos de 300 metros de Elisa, o que estaria prejudicando a campanha de Mariscal, que é candidato a vereador
Está sendo contestada a medida protetiva que proíbe os acusados no esquema dos chips telefônicos de se aproximarem da prefeita Elisa Araújo (PSD). O pedido para revogação da ordem restritiva foi apresentado por Thiago Mariscal (PSDB), que é um dos denunciados no processo criminal. Ainda não houve posicionamento da Justiça sobre a demanda.
Mariscal e outras três pessoas acusadas de envolvimento no caso dos chips foram proibidos por ordem judicial de ficarem a menos de 300 metros de distância da chefe do Executivo e também de manter qualquer forma de comunicação com a prefeita.
Na petição, a defesa de Mariscal argumentou que ele é candidato a vereador e a medida protetiva imposta pela Justiça estaria prejudicando a campanha de rua. Ele também defende que a restrição não seria necessária.
O pedido é apenas para a derrubada da ordem restritiva para Mariscal. Desta forma, mesmo se for acatado, os outros três acusados continuariam impedidos de aproximação ou interação com a prefeita.
No fim do mês passado, a Justiça acolheu denúncia do Ministério Público contra quatro pessoas suspeitas de envolvimento na habilitação de chips telefônicos em nome da prefeita Elisa Araújo. Além de Mariscal, o diretor da Câmara, Rodolfo Natálio Araújo; o ex-candidato a vereador Vinícius Andrade Martins e o empresário Leonardo Pereira Alves vão responder a ação por crimes de associação criminosa, falsidade ideológica e difamação.
Alvos da ação preparam defesa contra as acusações para apresentarem à Justiça. Tanto Mariscal quanto Vinícius Martins manifestaram que vão provar a inocência no caso. Os demais acusados não foram localizados para comentar a situação.